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Bicharada01/08/2022 | 17h58Atualizada em 01/08/2022 | 17h58

Mãe e filha promovem resgates de gatinhos

Dupla decidiu começar a atuar no cuidado voluntário dos felinos após encontrar uma colônia deles, todos com fome

Mãe e filha promovem resgates de gatinhos Tammy Falcade / Reprodução/Reprodução
Donatello estava na primeira colônia Foto: Tammy Falcade / Reprodução / Reprodução

Por amor aos animais, mãe e filha criaram, em maio de 2021, na zona sul da Capital, o Resgatto, um projeto para resgatar e castrar gatos de colônias – lugares com um alto número de felinos abandonados e não esterilizados.

Tudo começou quando a professora Silvia Rosin, 47 anos, e sua filha, a estudante de Medicina Veterinária Mariana Rosin Sunara, 21 anos, estavam passeando pelo bairro Assunção, em Porto Alegre, e avistaram uma colônia com cerca de 30 gatos. Todos tinham fome. Na época, decidiram levar para casa um dos filhotes.

No dia seguinte, a dupla conseguiu uma gatoeira (espécie de armadilha para capturar gatos) emprestada. Assim, aos poucos, as duas voltaram ao local para levar mais felinos. Esse trabalho durou um ano, até conseguirem resgatar todos os animais, castrá-los e devolvê-los para a colônia. 

A demora, explica Silvia, foi por conta de uma gata feroz, de difícil captura. Enquanto os outros animais já estavam castrados e recuperados, as duas voluntárias ainda estavam tentando pegar a gata.

Apesar do desafio inicial, elas conseguiram mudar o destino dessa colônia, que tem apenas cinco gatos atualmente. O restante, com o tempo, conseguiu um novo lar.

Mudanças

O protocolo utilizado pela iniciativa, explica Silvia, é o CED – capturar, esterilizar (castrar) e devolver. No começo, por falta de espaço, era difícil manter tantos gatinhos em casa até conseguirem uma adoção, conta.

Por isso, mãe e filha adaptaram o lar da família, local que virou sede do projeto, e começaram a fazer encaminhamentos para adoção. A casa abriga hoje 40 gatos. O projeto ainda conta com lares temporários.

– Damos preferência para as fêmeas, filhotes e doentes. Gatos ferais, criados longe de humanos e de difícil socialização, são castrados e devolvidos ao local. Mantemos todos com ração e cuidados médicos, inclusive os que retornaram para a colônia – explica. 

Afetividade

Desde a criação, cerca de 300 castrações e 100 adoções foram promovidas pela Resgatto.

São muitos os pedidos de ajuda recebidos pela iniciativa. A maioria vem de quem não consegue mais cuidar de seus animais, como acumuladores, ou de pessoas que localizam colônias.

A dupla explica que, diferentemente de algumas iniciativas, a Resgatto busca manter o contato entre o tutor que não tem condições de cuidar do seu bichinho e o animal capturado. Para elas, isso é importante, uma vez que gato e tutor têm uma ligação única. Separá-los pode ser um processo doloroso para ambos. 

Nesses casos, o projeto age resgatando os animais, castrando, medicando e devolvendo ao dono. Os gatos que voltam para os tutores são mantidos e alimentados pela Resgatto. Em casos de acumuladores de animais, alguns dos gatos são encaminhados para adoção e são deixados um ou dois felinos com a pessoa, de forma a manter um vínculo afetivo. 

Por amor aos animais, mãe e filha criaram em maio de 2021, na zona sul da Capital, o Resgatto, um projeto para resgatar e castrar gatos de colônias - lugares com um alto número de felinos abandonados e não esterilizados.<!-- NICAID(15160716) -->
Alvin, Theodore e Simon esperam pela adoçãoFoto: Tammy Falcade / Reprodução

“Incentivo para mudar vidas”, diz Silvia

Antes de participar da iniciativa, há cerca de um ano, Mariana atuou como voluntária em uma clínica veterinária por cinco anos. 

Silvia conta que a filha, que sempre foi apaixonada pelos bichos, ia todas as tardes ajudar na clínica. O processo era semelhante ao que fazem hoje: recolhimento de animais, castração, medicação e incentivo à adoção. Nesse sentido, iniciar a Resgatto foi algo natural para as duas.

– Agora, fazemos a mesma coisa, mas em uma escala bem maior. Não temos horário para nada, saímos a qualquer hora para o resgate e atendimento veterinário. Na maioria das vezes, não temos tempo de almoçar – explica Sílvia, que viu suas rotinas mudarem desde o começo do projeto. Para a dupla, no entanto, é um esforço que vale a pena. 

– Dá felicidade, alegria, amor. Esse um ano de projeto é uma superação e incentivo para mudar muitas outras vidas – conclui. 

Elas contam que preferiram não ter suas fotos publicadas nesta reportagem porque “os gatos são mais importantes do que nós”.

Como ajudar

/// É possível ajudar o projeto por meio de doações de rações, sachês, vermífugos, anti-pulgas, camas, cobertas, produtos de limpeza, potes de água e caixas de areia. Também pelo PIX resgattoprotecao@gmail.com.

/// O projeto aceita auxílio de fotógrafos voluntários para retratar animais disponíveis para adoção. 

/// A iniciativa mantém uma campanha de arrecadação para vacinação dos gatinhos, e a contribuição pode ser feitas pelo link bit.ly/vakinha-para-vacinacao. 

/// Mais informações pelo WhatsApp (51) 99452-8280 ou pelo Instagram @resgatto.

Produção: Júlia Ozorio

 
 
 
 
 
 
 
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