Entrevista06/07/2012 | 07h05

Cleo Kuhn: o imprevisível homem do tempo

Meteorologista leva com bom humor as brincadeiras com suas previsões

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Cleo Kuhn: o imprevisível homem do tempo Carlos Macedo/Especial
Há cerca de 25 anos ele é o homem do tempo do Grupo RBS Foto: Carlos Macedo / Especial

Quem nunca carregou uma sombrinha na bolsa à toa ou estendeu a roupa no varal e ela ficou encharcada graças a um temporal fora de hora? Se você já foi surpreendido pelas mudanças climáticas e colocou a culpa no meteorologista, é bom ouvir o que ele tem a
dizer. Cléo Kun, o homem do tempo das rádios do Grupo RBS, recebeu Diário Gaúcho TV + Novelas no 8º distrito do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, em Porto Alegre, e defendeu a categoria: "Muitas pessoas acham que a gente faz adivinhações
ou que os prognósticos são infalíveis. Mas não são. A precisão é de 80%, mas a Terra está em constante movimento, não há como garantir que as coisas não vão mudar, há uma série de fenômenos que interferem nestas mudanças", explicou.



Trabalhando com previsão do tempo desde a década de 80 e há mais de 25 anos transmitindo boletins diariamente nas rádios Gaúcha (600 AM e 93.7 FM), Farroupilha (680 AM) e Itapema (102.3 FM), Cléo é imprevisível e surpreende ao revelar que a escolha por esta profissão não era exatamente um sonho de carreira. "Este era o único
curso de exatas que a Universidade Federal de Pelotas (cidade onde ele nasceu) oferecia. Até passei em Engenharia Elétrica, mas na particular, e, aí, não tinha como pagar", conta.

Tecnologia a favor do tempo

Casado com Luiza Helena há 25 anos e pai de Carolina, 22, Cléo acompanhou, ao longo dos anos, os avanços tecnológicos que possibilitaram que hoje os prognósticos climáticos tenham uma precisão de detalhes nunca antes vista. "A tecnologia evoluiu
muito. Antigamente, as informações chegavam via telex, e tínhamos que montar os gráficos à mão. Hoje, eles vêm prontos pelo computador, só precisamos saber interpretá-los", lembra o especialista. Mas ele também destaca que, com isso, a exigência ficou muito maior. "Antigamente, as pessoas se contentavam em saber se ia chover naquele dia. Ninguém perguntava se seria de manhã ou à noite. Hoje, querem
saber a hora exata e por quanto tempo vai chover", compara.

Ele leva numa boa

Depois de tanto tempo informando se vai chover ou fazer sol, é natural que a sua imagem esteja associada às previsões, mas Cléo garante que não se incomoda com as brincadeiras ou com as repetidas abordagens sobre o assunto. "Quem trabalha com futebol vai sempre ser questionado sobre jogadores, partidas e resultados nas rodas de conversa. Comigo não é diferente. As pessoas querem saber como vai estar o tempo no final de semana ou nas ocasiões em que elas se prepararam para algum evento. Se houver qualquer mínima diferença entre o que eu disser e o que se manifestou no tempo, vão apontar como um 'erro'. É natural, e não levo para o lado ruim. Já estou
acostumado", admite.

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