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A geografia da Bienal

Seleção da Bienal do Mercosul apresenta mais de 60 artistas, de 26 países

Entre os 15 nomes brasileiros, 10 são gaúchos. Mostra ocorre entre setembro e novembro

17/05/2013 - 12h38min

Atualizada em: 17/05/2013 - 12h38min


Francisco Dalcol
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Obra do mexicano Edgar Orlaineta, um dos convidados

Mais de 60 artistas, de 26 países, fazem parte dos convidados da 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre divulgada nesta sexta-feira pela manhã, no Theatro São Pedro. Há 15 brasileiros, sendo 10 gaúchos.

A seleção está dividida em dois grupos: artistas que irão apresentar obras já prontas (algumas inéditas) e outros que realizarão trabalhos ao longo dos três meses da mostra, entre setembro e novembro. Nesse segundo grupo, estão os que se deslocarão para a Ilha das Pedras Brancas, mais conhecida como Ilha do Presídio, e também os que trabalharão de forma colaborativa com empresas e indústrias gaúchas que abrirão suas portas.

- Apresentaremos artistas que fazem investigações e experimentações. Temos três abordagens de como os artistas trabalham hoje: artista como inventor, artista como colaborador e artista como mediador. Essas são as três aproximações em termos de critérios de seleção - diz a mexicana Sofía Hernández Chong Cuy, diretora artística e curadora-geral da 9ª Bienal.

Sobre a seleção, diz ela que, em lugar de critérios geográficos, de nacionalidade, identidade e fronteira, que estiveram presentes em maior ou menor grau nas oito edições da Bienal desde 1997, a prioridade foi escolher nomes que dialoguem com a proposta curatorial:

- Questões de Estado, nação e fronteira são muito importantes, porque os artistas vivem em condições sociais e políticas distintas. Esses contextos informam a maneira com que os artistas trabalham e talvez o tipo de arte que fazem, mas não são temas das obras de arte e das exposições da Bienal. São dados e experiência que informam a prática artística.

Veja a lista dos artistas convidados

Entre os brasileiros, Sofía destaca a paulista Erika Verzutti e o gaúcho Michel Zózimo. Dos latinos, cita a dupla argentina Faivovich & Goldberg e o equatoriano Anthony Arrobo. A lista ainda traz artistas históricos, como Robert Rauschenberg (1925 - 2008), Mira Schendel (1919 - 1988) e Tony Smith (1912 - 1980).

- Apresentaremos uma série de projetos colaborativos realizados a partir da década de 1960, como os do norte-americano Tony Smith, do qual traremos uma obra preciosa e monumental - promete.

 

Artistas convidados

São mais de 60 nomes, nascidos em diferentes países

Veja a lista dos artistas convidados

> Alemanha - 1
> Argentina - 6
> Austrália - 1
> Bélgica - 1
> Brasil - 15
> Canadá - 1
> China - 1
> Colômbia - 2
> Cuba - 1
> Egito - 1
> Equador - 1
> Espanha - 2
> EUA - 6
> França - 3
> Filipinas - 1
> Geórgia - 1
> Holanda - 1
> Líbano -1
> Lituânia - 1
> México - 5
> Peru - 3
> Polônia - 1
> Reino Unido - 5
> Suíça - 4
> Tailândia - 1
> Venezuela - 1

Os brasileiros

> Beto Shwafaty (1977, São Paulo)
> Cinthia Marcelle (1974, Belo Horizonte)
> Danilo Christidis (1983, Porto Alegre)
> Eduardo Kac (1962, Rio de Janeiro)
> Erika Verzutti (1971, São Paulo)
> Fernanda Gassen (1982, São João do Polêsine - RS)
> Fernando Duval (1937, Pelotas - RS)
> Katia Prates (1964, Porto Alegre)
> Leonardo Remor (1987, Ipiranga do Sul - RS)
> Leticia Ramos (1976, Santo Antonio da Patrulha-RS)
> Luiz Roque (1979, Cachoeira do Sul - RS)
> Michel Zózimo (1977, Santa Maria - RS)
> Romy Pocztaruk (1983, Porto Alegre)
> Thiago Rocha Pitta (1980, Minas Gerais)
> Tiago Rivaldo (1976, Porto Alegre)

Artistas históricos

> Juan José Gurrola (1935 - 2007, México)
> Luis F. Benedit (1937 - 2011, Argentina)
> Mira Schendel (1919 - 1988, Suíça)
> Robert Rauschenberg (1925 - 2008, EUA)
> Tony Smith (1912 - 1980, EUA)


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