Tricô e crochê: de tradição de família a complementação de renda - Entretenimento

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Entre linhas e agulhas18/09/2015 | 06h02

Tricô e crochê: de tradição de família a complementação de renda

Carla, Maria de Fátima e Noraci se reunem para tricotar uma vez por semana

Tricô e crochê: de tradição de família a complementação de renda Carlos Macedo/Agencia RBS
Carla (E), Maria de Fátima e Noraci se divertem com as linhas e agulhas uma vez por semana Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Uma vez por semana, Carla Pacheco, 40 anos, a mãe, Maria de Fátima Pacheco, 60, e a vizinha Noraci Santos, 54, se reúnem na casa de uma delas, no Bairro Rubem Berta, para tricotar.

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— Tricotar nos dois sentidos! Sempre tem alguma coisa para contar — diverte-se Carla, explicando que, além de trabalhar com agulhas e linhas, as amigas botam o assunto em dia entre um chimarrão aqui e outro ali.

Elas trocam experiências, criam peças e se ajudam na hora de vender e divulgar o artesanato. A paixão pelas agulhas também contribui na renda das famílias e alimenta o sonho de ter o próprio negócio.

Carla nem sabe dizer ao certo quando aprendeu a tricotar, mas lembra que, lá pelos dez anos, já fazia suas primeiras peças. Além da mãe, Maria de Fátima, sua outra mestra foi a avó paterna, Maria Luiza, que, aos 82 anos, ainda faz tricô. Maria de Fátima, por sua vez, aprendeu com a mãe, que herdou as agulhas da avó. E assim por diante. 

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— Na minha infância, era um orgulho saber fazer tricô e crochê. Aprendi aos oito anos. Com o tempo, as pessoas pararam de valorizar trabalhos manuais. Agora, o gosto pelas peças voltou — analisa Maria de Fátima.

Noraci aprendeu a tricotar na infância, abandonou o hábito, mas retomou com as vizinhas:

— Eu já não lembrava direito, e elas me ensinaram o crochê.

Sonho ainda maior



O trio faz de tudo: tapetes, vestidos, saias, cortinas e colchas. Mas o que surge na tevê faz mais sucesso, como os xales de Além do Tempo e Ana Maria Braga.

— É só ela aparecer no Mais Você com uma peça, que as clientes querem — conta Carla.

Quando Maria de Fátima começou, só tinha um jeito de aperfeiçoar a técnica: fazendo. Hoje, ela se senta ao lado da filha no computador, vê vídeos, lê blogs e se informa sobre pontos: 

— Nós olhávamos as peças em vitrines e tentávamos fazer igual até aprender. Agora, é só internet.

Carla começou com um blog seu. Depois, veio a lojinha virtual. Agora, ela vende pelo Facebook.

— Quanto mais gente olhar, melhor — vislumbra ela.

Pela loja virtual, já mandou seus produtos para o Interior e para outros estados como São Paulo e Espírito Santo. Carla e Noraci são donas de casa, enquanto Maria de Fátima é aposentada. Com o dinheiro das peças em tricô e crochê, elas complementam a renda das famílias.

— Compro várias coisas para as minhas filhas (Ingrid, 18 anos, e Isadora, nove) com esse dinheiro. Não consigo viver disso ainda, mas é uma grande ajuda – reconhece Carla, que sonha mais alto com o crochê e o tricô:

— Quem sabe ter a minha loja? Ter o trabalho exposto é o sonho de todas nós.

Quer aprender ou se aperfeiçoar?
/// Arte & Cia: sábados pela manhã. Cada aula, R$ 10. Na semana, sai de graça na compra de R$ 40 em material. Ligue 3365-9129. Rua Abaeté, 58, Sarandi.

/// Lojas Linna: cursos às quintas-feiras, das 14h às 17h. Cada aula sai R$ 30. É preciso fazer inscrição prévia por telefone ou e-mail, curso@lojaslinna.com.br.  Ligue 2121-3333. Senhor dos Passos, 90, Centro.

/// Casa Dick: às terças, quartas e quintas, das 14h às 17h. Cada aula, R$ 10. Inscrição no local. Ligue 3472-9133. Avenida Victor Barreto, 2958, Centro, Canoas.

Seu próprio negócio
A técnica da Gerência de Atendimento Individual do Sebrae/RS Marina Machado Nardi dá dicas para tornar real o sonho do negócio próprio:

/// Visualize a atividade não somente como uma renda complementar.

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/// Capacite-se! O Sebrae auxilia o empreendedor na construção deste planejamento. Informações: 0800 570 0800.

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