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Estrelas da Periferia08/11/2016 | 07h00Atualizada em 08/11/2016 | 07h00

Conheça o grupo gaúcho que trocou os proibidões do funk pelo rap consciente

Músicos do Real Família Rap deram uma guinada na carreira, ao sair do funk, para um rap que passa boa mensagens. Migração fez ao grupo e foi bem vista pelos fãs, que ganharam uma boa opção dentro do gênero na Capital. 

Conheça o grupo gaúcho que trocou os proibidões do funk pelo rap consciente André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS

Formado em 2011, com integrantes do Bairro Partenon, na Zona Leste da Capital, o grupo Real Família Rap é resultado de uma profunda reflexão de seus dois fundadores, Lyp e Tas. Antes de entrarem para o mundo das rimas do rap, eles tinham um grupo de funk, com alguns funk melody, gênero considerado mais leve no funk. Porém, os guris também faziam alguns proibidões.

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— O funk norte-americano e o rap tem a mesma origem. Mas a gente não estava concordando muito com as letras que fazíamos, migramos por uma questão de ideologia. E eu sempre fui ligado no rap. Queremos passar mensagens e mostrar a realidade da sociedade — afirma Lyp, um dos MC's do Real Família.

Positividade

Para marcar a mudança, uma das primeiras faixas lançadas na nova fase foi Ondas Boas, que passa justamente uma mensagem de positividade e persistência, bem diferente de algumas faixas apelativas do funk, e que ainda tem a presença de um violão, um diferencial em relação a outras canções de rap.

Mas, claro, a decisão de deixar o funk, um gênero que tem um público forte no país e que movimenta cifras milionárias no país tem seu preço.

Segundo Lyp, o público achou "da hora" a mudança, mas o grupo sentiu dificuldades na hora de marcar shows e achar locais para tocar.

— Quando fizemos a mudança, a situação do rap estava pior ainda do que está hoje. Hoje, deu uma melhorada com o surgimento de alguns grupos, mas sentimos o baque de não ter tanto espaço quanto na época do funk. Mas estamos certos que fizemos a melhor escolha — afirma Lyp.

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Além da boa faixa Ondas Boas, o grupo ainda tem outras faixas próprias, como Lute Para Vencer e Sociedade, que devem aparecer no primeiro disco da banda, que deve ser gravado em 2017. Focados na tão sonhada gravação, os músicos andam fazendo seu som em eventos comunitários em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

— Já participamos até de um festival no Opinião — revela o rapper.

Ainda integram o grupo os MC's Bruno, Ian, Tas e Pelezin e o DJ Stone.

Pitaco de quem entende

Rafa, do grupo Rafuagi, curtiu o som dos rappers:

Rafa (de bigode, na direita) dá seu pitaco Foto: Divulgação / Rafuagi

— Músicas bem mapeadas, instrumentais diferenciados e letras com mensagens de progresso e positividade. É um grupo que pensa no coletivo. Escutem o Real Família, eles são os caras.



 
 
 
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