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Aqui Entre Nós12/11/2016 | 12h00Atualizada em 13/11/2016 | 08h17

Daniel Scola revela um único arrependimento nos bastidores da reportagem, nas eleições dos States

Comunicador da Rádio Gaúcha, que completa 20 anos de jornalismo, chega à sua 14ª cobertura internacional, a terceira nos Estados Unidos.

Daniel Scola revela um único arrependimento nos bastidores da reportagem, nas eleições dos States arquivo pessoal/arquivo pessoal
 De mala sempre pronta. Mas, sem cuia, nunca mais    Foto: arquivo pessoal / arquivo pessoal

Com 20 anos de jornalismo completados em 2016, Daniel Scola, 40, emplaca a sua 14ª cobertura internacional nas eleições dos Estados Unidos. Âncora dos programas "Atualidade" e "Chamada geral", da Rádio Gaúcha (600 AM e 93.7 FM), ele se define um "eterno repórter" e, como tal, traz na bagagem histórias de montão e uma disposição incansável para superar qualquer pedreira que cruzar seu caminho.

Em um papo por e-mail, ainda direto de Nova York, de onde retornou na quinta-feira, ele fala sobre a empreitada nos States e entrega um único arrependimento seu na hora de fazer a mala. E que não vai mais se repetir!


Aqui Entre Nós — Ainda dá um frio na barriga, uma certa ansiedade, cobrir um acontecimento mundial como as eleições nos Estados Unidos?
Daniel Scola —
Sempre dá. Pela responsabilidade em levar a melhor cobertura possível ao nosso público, sempre fico um pouco ansioso. Espero nunca perder essa capacidade. Esta é minha terceira eleição americana (2004, 2008 e 2016).



Aqui — Qual é o maior desafio em ser repórter diante de um fato mundial, se reportando ao público gaúcho?
Scola —
O maior desafio é saber traduzir uma eleição tão complexa e diferente da nossa aí, no Brasil. Cobrir aquilo que mais chama a atenção e saber contextualizar a importância desses fatos. A eleição presidencial norte-americana escolhe a pessoa que vai comandar a maior potência mundial, com reflexos no mundo todo, inclusive no Brasil. O mais interessante dessa cobertura é fazer isso podendo estar em cima do palco dos acontecimentos. Vi de perto a Hillary (Clinton) e o (Donald) Trump. Ouvi ao vivo o que eles disseram. E vi e ouvi a reação dos eleitores.



Aqui — Consegues acompanhar a repercussão do teu trabalho enquanto estás aí (em Nova York)?
Scola —
Acompanho um pouco. A conexão com o nosso público tem que ser permanente. Gosto de dialogar e até de esclarecer coisas pontuais para os ouvintes. Eu sou muito grato à reação dos ouvintes, seja elogio ou crítica.

Aqui — Num evento desta dimensão, os gaúchos te acompanham mais pelo rádio, via site ou redes sociais?
Scola —
Acho que mais pelo rádio. Mas as plataformas digitais são incríveis para atingir o público também. Dão uma dimensão bem mais ampla ao novo trabalho. Minha primeira cobertura aqui, em 2004, foi antes das redes sociais. Apenas me preocupava em escrever textos e transmitir por telefone. Hoje, falo ao vivo de qualquer lugar, com equipamento que dá a mesma qualidade de som do estúdio em Porto Alegre e ainda transmito ao vivo pelas redes sociais. É muito bom.

Aqui — O que os ouvintes nem imaginam que acontece nos bastidores da busca pela informação?
Scola —
Que eu raramente paro e sento à mesa para uma refeição, ahahahah! É sempre um lanche rápido. E o fuso horário: aqui, na costa leste, são três horas a menos. Então, eu acordo às 3h pra começar a trabalhar. Nesta semana, eu estava viajando de Nova York a Pensilvânia para um acompanhar um comício. Mesmo em viagem, consegui ancorar o Chamada geral segunda edição(na segunda-feira, 7). O colega Rodrigo Lopes (da Zero Hora) dirigiu, e eu ia falando ao microfone. Nos carros que passavam ao lado, as pessoas olhavam com espanto, imaginando o que eu fazia com fone e microfone dentro do carro.

Aqui — Chegas a levar o chimarrão na bagagem?
Scola —
 Só levei mate para a cobertura do terremoto do Chile (em 2010). Me arrependi de não ter trazido cuia e erva-mate. Não faltarão na próxima!

Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal


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