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Coluna da Maga23/11/2016 | 10h00Atualizada em 24/11/2016 | 09h51

Magali Moraes escreve sobre o pano de prato, novo produto da crise

Magali Moraes escreve sobre o pano de prato, novo produto da crise Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

De onde vem tanto pano de prato pra vender pelas esquinas da cidade? Já reparou nas crianças e mulheres oferecendo kits de panos a um preço nem tão camarada assim? Homens também vendem, mas não vejo ninguém comprar. Inventaram essa moda pra fazer um dinheirinho por causa da crise. E o produto não gira pelo mesmo motivo. Sem comida pra botar no prato, o prato não suja. Consequentemente, o pano perde sua função. Secar que louça? Tirar que pirex quente do forno sem queimar as mãos? Limpar que pia depois de fazer que almoço?

Um fato que prejudica as vendas: esses panos de prato são muito feios. Falta um molhinho. O combo borda de crochê + flor pintada não seduz mais. Quem disse que criatividade na cozinha é só pra cozinhar? Se você não sabe fritar um ovo, decore seu fogão com o pano de prato certo. Existem combinações lindas de cores e tecidos. Sem falar nas frases engraçadas. Que mulher não compra (só pela zueira) um exemplar de Cuidado! Homem na cozinha? Esses dias achei na internet o pano de prato do Mussum (secando pratis). E tem as estampas antiguinhas de Maizena, Toddy, Leite Moça e outras nostalgias.

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Indiretas nos panos de prato

Sim, eu sei que esses panos são mais caros que o normal. A contradição é justamente essa. A gente acaba comprando por impulso. Se falta beleza ou apelo emocional, então que eles sejam úteis. Que tenham cardápios de telentregas e receitas impressas. Calendários 2017 no tecido também agradam (como os disputados panos de prato daquele famoso supermercado gaúcho).

Agora sucesso mesmo seria uma linha motivacional com frases pra quem está quase desistindo da dieta. Imagine frutas mandando indiretas nos panos de prato!! Bem melhor que colar foto de você gordinha na porta da geladeira. Falando nisso, com ou sem crise o que vende é comida. Em alguma hora, as pessoas vão sentir fome. Se o tempero for gostoso, temos aí um negócio em potencial. 

P.S.: O Luis, que vende panos de prato, ficou chateado com a coluna de hoje! Mil desculpas! Minha intenção não foi essa! Todo momento de crise pede criatividade extra. Eu quis dar ideias para vender ainda mais. Se alguém também se sentiu ofendido, fica aqui o meu pedido sincero de desculpas.


 
 
 
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