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Coluna da Maga25/11/2016 | 10h02Atualizada em 25/11/2016 | 10h02

Magali Moraes fala sobre a ideia de trazer acessibilidade à Coluna

Magali Moraes fala sobre a ideia de trazer acessibilidade à Coluna Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

A gente ouve falar tanto de acessibilidade e parece que nunca é suficiente. Tem sempre alguém que pode se sentir excluído de um lugar ou de uma conversa. Conviver com uma colega de trabalho que também é tradutora de Libras me fez prestar mais atenção nisso. É interessante observar como eles se comunicam gesticulando, interpretando o contexto e abusando de expressões faciais pra completar a mensagem.

A Duda me explicou que a língua de sinais não é universal. Só no Brasil tem o nome de Libras. E em cada estado, muda um pouquinho. A comunidade surda prefere ser chamada assim. Deficiente auditivo não é um termo errado, mas o significado é outro. Descobri que muitos surdos têm dificuldade de ler e escrever em português. Isso porque a estrutura das frases é diferente em Libras. Não se conjugam os verbos. Metáforas são complicadas de traduzir, já que o sentido não é literal. E o tradutor deve usar roupas neutras (mulheres sem bijuterias). Quanta informação nova! No fim, entendi que a sensibilidade é tão importante quanto a técnica.

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A iniciativa falou mais alto

Em meio a conversas e cafés, eu e a Duda pensamos num jeito de trazer acessibilidade à Coluna. De um dia pro outro, combinamos de chegar mais cedo e gravar um vídeo comigo lendo um texto e a Duda traduzindo simultaneamente. Um teste pra ver se a ideia funcionava, contando com uma ajudinha pra gravar (beijo, Padilha!). A iniciativa falou mais alto. Na internet, a perfeição é menos importante que o recado em si.

Na última quarta-feira, postei o vídeo no Facebook e foi incrível!! Todo mundo curtindo a atitude, compartilhando e pedindo mais. E a emoção da Duda ao ver seus professores de Libras elogiando e os amigos surdos se sentindo incluídos? Vamos gravar novos vídeos! Dá, sim, pra fazer a diferença na vida das pessoas com pequenos gestos. Cada um de nós pode traduzir pro seu dia a dia a palavra acessibilidade. É só tentar.


 
 
 
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