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Ódio nas redes16/11/2016 | 12h09Atualizada em 16/11/2016 | 12h09

"Vou até o final", diz Bruno Gagliasso, após prestar depoimento sobre caso de racismo com a filha

Ator esteve na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio, para prestar queixa por conta dos xingamentos racistas proferidos contra sua filha com Giovanna Ewbank.

"Vou até o final", diz Bruno Gagliasso, após prestar depoimento sobre caso de racismo com a filha Instagram/Reprodução
Foto: Instagram / Reprodução

Depois dos lamentáveis ataques racistas sofridos pela pequena Titi, de apenas dois anos, filha do casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, o ator esteve na manhã desta quarta-feira, na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio, para registrar queixa por conta do crime.

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A menina foi adotada por Bruno e sua mulher, Giovanna Ewbank, este ano, no Malauí, na África. Uma foto de Titi publicada por Giovanna em uma rede social foi alvo de comentários preconceituosos.

"Você e seu marido até que combinam, mas a criança que vocês adotaram não combinou muito porque ela é pretinha e lugar de preto é na África", escreveu um usuário cujo perfil já foi excluído.

Na saída, após prestar depoimento, o ator conversou com os jornalistas:

— Preconceito é crime e eu vim aqui para falar disso, falar o que aconteceu, e falei a verdade. Agora, a polícia vai atrás. Racismo se combate com amor e justiça. É por isso que estou aqui, para ir atrás de quem fez. Tenho 100% de certeza de que a polícia vai achar (quem fez as ofensas), vão ter que pagar pelo que fizeram — afirmou.

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Bruno revelou que não foi o primeiro caso de racismo em sua família, mas disse estar determinado em agir para que seja o último.

— Não foi o primero e espero que seja o último. Que esse caso sirva de exemplo e eu vou até o final. A polícia vai achar (o culpado) e quem fez isso vai ter que pagar. É importante não só pela minha família, pela Taís Araújo, pela Preta Gil, é importante pelo nosso país. Por todo mundo. Que sirva de exemplo. Não foi a primeira, mas que seja a última — comentou.

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De acordo com a delegada Daniela Terra, responsável pelo caso, os criminosos vão responder por preconceito, injúria qualificada e, além disso, por crime de racismo. A pena é de reclusão de 1 a 4 anos.

— Nós, até agora, temos dois perfis para identificar. O que quero dizer aqui é que infelizmente há um mal uso da internet, das redes sociais, e os hackers que disseminam o ódio na internet, mas nós vamos identificar apagando ou não os seus perfis — afirmou.

A delegada disse ainda que a polícia investiga a possibilidade desses criminosos terem alguma conexão com os ataques sofridos a Ludmilla e Taís Araujo.

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