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Coluna da Maga21/12/2016 | 10h00Atualizada em 21/12/2016 | 10h00

Magali Moraes escreve sobre a última matrícula no colégio

Magali Moraes escreve sobre a última matrícula no colégio Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

O que acontece quando o colégio termina? Férias merecidas!! Alunos, pais e professores descansando! Nada mais justo, depois de um ano puxado e tantos puxões de orelha. Gavetas e cérebros serão esvaziados. Cestos vão parar de recolher as pontas de lápis. Pilhas de papéis irão pro lixo seco com alívio (os CDFs vão guardar muita coisa). O verão passará rápido demais e logo as aulas vão recomeçar. Em breve, teremos feiras de material escolar e uniformes antigos subitamente curtos.

Mas o que acontece quando o colégio termina de fato? Pra sempre? Eu deveria escrever essa coluna somente daqui a um ano. Decidi antecipar esse turbilhão de emoções. Já sinto saudades disso tudo. Fazer a última matrícula do filho mexe com a gente. Em dezembro do ano que vem, meu caçula termina o colégio e o mais velho se forma na faculdade. Ou seja, vai ter choro em dobro!! De alegria, de nostalgia, de estar viva pra aplaudir meus guris e borrar a maquiagem.

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Colando com Tenaz

São ciclos que encerram e trazem novas fases. Tá escrito assim lá no manual da vida, página 874. Só tem um detalhe. Mãe é bicho triste. Ainda mais as que guardam todas as fotos de turma dos seus filhos. Lembro da primeira semana de adaptação no colégio, quando um toquinho decidido me encarou e disse: "Pode ir embora, mãe!" E eu ali, com pés de cimento presos no chão. Não vai ter mais passeio da turma. Nem lanche coletivo. Nem festa de Dia das Mães. Por outro lado, não vou mais mandar ninguém estudar (até disso vou sentir falta).

Nesse momento, ainda tem aluno pendurado nas recuperações, tem professora fechando avaliações, tem paraninfo lendo discurso de agradecimento, tem guerra de farinha e ovo, tem moletom que vai passar as férias esquecido no armário de Achados & Perdidos, tem caderno sendo impresso na gráfica, tem reza forte pro vestibular. E tem eu, colando com Tenaz (cola Pritt não aguentaria) pedaços do meu coração. 


 
 
 
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