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Coluna da Maga19/12/2016 | 10h00Atualizada em 19/12/2016 | 10h00

Magali Moraes escreve sobre os contrastes de dezembro

Magali Moraes escreve sobre os contrastes de dezembro Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Posso me considerar uma vitoriosa. Hoje é 19 de dezembro e ainda não comi panetone. Nenhuma fatia! Ano passado, nessa época eu já tinha devorado metade da produção da Bauducco (com gotas de chocolate). Nem estou me reconhecendo. Parece que finalmente a força de vontade se alojou nesse corpinho. Semana passada até escrevi sobre granola, lembra? Alguns leitores me contaram que se inspiraram na coluna e experimentaram (muito bem!!).

A partir de agora, vai ser um Deus nos acuda. Os perus congelados estão saindo dos supermercados e vindo para as nossas geladeiras. E junto com eles, as compotas, farofas, doces e espumantes. Quem consegue ficar só na saladinha, com tantas delícias pra comer? Como negar os convites dos amigos que querem te abraçar, brindar e mandar embora esse ano tão difícil? O coração também precisa de alimento. Mas pensa comigo, Natal é uma vez por ano, em 2017 corremos atrás do prejuízo.

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Sem mesa posta

Posso me considerar uma louca, falando das comilanças de final de ano. Hoje é 19 de dezembro e o que vai ser do Natal dessa gente sem teto, sem esperança, sem mesa posta, sem um mísero panetone pra abrir? Enquanto eu planejo a ceia, lembro das matérias que li sobre o aumento de 75% dos moradores de rua em Porto Alegre nos últimos 8 anos. Nem precisava ler. Meu bairro Menino Deus é o retrato vivo da pesquisa da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) que DG e ZH publicaram semana passada.

A partir de agora, vai continuar sendo um Deus nos acuda. Natal ou Ano-Novo, eles seguirão empurrando seus carrinhos com os poucos pertences e colocando o colchão pra dormir embaixo das marquises. Lençol de jornal, cobertor de saco plástico. Com sorte, mais sacolinhas penduradas nas árvores com os restos de comida que vão sobrar das nossas ceias. Mas pensa comigo, Natal é uma vez por ano. Podemos ajudar mais em 2017. Nem que seja percebendo a existência deles. 


 

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