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Coluna da Maga06/03/2017 | 10h00Atualizada em 06/03/2017 | 10h00

Magali Moraes escreve sobre a mesa de doces nas festas

Magali Moraes escreve sobre a mesa de doces nas festas Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Eu agradeço a quem um dia inventou a mesa de doces nas festas. E definiu que essa experiência não seria apenas "larga uma bandeja de brigadeiros aí em cima e deixa que o pessoal se vira". Na visão dessa pessoa iluminada, a mesa de doces deveria ser uma atração à parte, com cada detalhe pensado pra encantar o paladar e os olhos. Agora vem a maldade: ficou decidido que os convidados passariam por um período de privação e contemplação. O famoso "pode olhar, mas não ouse comer ainda". E só depois de muita saliva produzida, enfim o momento de atacar.

Na última sexta, me deparei com uma mesa poderosa numa festa de 15 anos. A doçura da aniversariante foi traduzida em docinhos que faltam adjetivos pra descrever. Meu estômago saberia, se tivesse condições de se pronunciar. Ao chegar na festa, logo fomos chamados por ela pra tirar foto. Adivinha onde? Na frente da mesa de doces!! Mesmo sabendo que o jantar prometia delícias (incluindo sobremesa), já comecei a contagem regressiva. Como conversar com a mesa de doces perturbando o pensamento?

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Mastigando sem parar

Os organizadores da festa utilizam requintes de crueldade. Colocam a mesa num local estratégico e bem iluminado, onde todo mundo passa e suspira. A ocasião exige elegância. Mas não é fácil ter maturidade pra lidar com mini mil folhas e copinhos de chocolate com flor de damasco. A gente banca a fina, enquanto se imagina enfiando ninhos de ovos na bolsa. Dá vontade de puxar uma cadeira e sentar ali mesmo.

O jeito é inventar desculpas pra voltar lá antes que acabe. Gentilmente se oferecer pra buscar um docinho pra alguém (e pegar dois pra comer no caminho). Alegar que o ar condicionado está mais forte naquele lado (mastigando sem parar). Dançar na frente da mesa porque a pista está cheia (estica o braço, devora mais um). E depois da comilança, reservar um lugar na barriga pro cafezinho de saideira. Com adoçante, claro. 


 

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