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Coluna da Maga10/03/2017 | 10h00Atualizada em 10/03/2017 | 10h00

Magali Moraes escreve sobre os memes e a reinvenção da piada

Magali Moraes escreve sobre os memes e a reinvenção da piada Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Depois que surgiu a internet, ninguém mais precisa ser bom em contar piada. É só descobrir um meme engraçado e compartilhar com os amigos. Não sabe o que é meme? Eu explico. É a reinvenção da piada, e espalha mais rápido que gripe. Qualquer coisa pode gerar um novo meme: uma imagem divertida, uma frase infeliz de um político, uma careta de vilão de novela, uma notícia esquisita, um vídeo caseiro, a gafe de alguém famoso.

O meme aparece de uma hora pra outra e deve ser repetido à exaustão. A brincadeira é fazer variações sobre ele, e todos estão convidados a criar sua versão. É como o velho hábito de reformular uma piada conhecida pra deixar ela ainda mais engraçada. Quem nunca incluiu o nome de um parente junto com o português (desculpa aí) e o papagaio? Mas corra porque amanhã já inventaram um novo meme, e o pessoal está rindo de outra coisa. A fila anda rapidíssimo. Não é fácil se manter atualizado quando o assunto é zoeira.

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Adulto gosta mesmo

Existem os memes cancelados (que perderam a graça) e os renovados (que são eternos, sempre funcionam). A cantora Gretchen e a Nazaré Tedesco (vilã interpretada por Renata Sorrah na novela Senhora do Destino) são as rainhas nessa categoria. Até a Mônica dos gibis virou meme. A Mônica verdadeira, filha do Maurício de Souza, riu e fez uma versão em carne e osso do meme que inventaram pra ela, levando a internet à loucura.

Eu adoro os memes que definem a vida adulta. Quer exemplos? Sexo é coisa de adolescente, adulto gosta mesmo é de ir na Leroy Merlin. Beijar na boca é coisa de adolescente, adulto gosta mesmo é de recolher as roupas do varal a tempo. Fila de balada é coisa de adolescente, adulto gosta mesmo é do salário caindo na conta. Mandar nudes é coisa de adolescente, adulto gosta mesmo é de mandar currículo. E esse aqui, eu não sei se é pra rir ou chorar: virar adulto é como se perder da mãe no supermercado, pra sempre.  


 

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