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É nesta quinta 08/06/2017 | 07h00Atualizada em 08/06/2017 | 07h00

"A gente busca tocar no emocional do público", diz Renato Teixeira, sobre show com Almir Sater e Sérgio Reis, em Porto Alegre

Trio apresenta o espetáculo Tocando em Frente, no Araújo Vianna, nesta noite, em um passeio pela história da música sertaneja de raiz. 

"A gente busca tocar no emocional do público", diz Renato Teixeira, sobre show com Almir Sater e Sérgio Reis, em Porto Alegre Eduardo Galeano/Divulgação
Da esquerda para a direita, Sérgio, Almir e Renato:  Foto: Eduardo Galeano / Divulgação

Uma noite do mais genuíno sertanejo é o que prometem Almir Sater, Sérgio Reis e Renato Teixeira hoje, no Araújo Vianna. A promoção é da Rádio Farroupilha (680 AM e 92.1 FM).Eles apresentam o show Tocando em Frente, que passeia não só pela história do gênero, mas por canções que marcaram a MPB. Por e-mail, Renato fala sobre a expectativa para este espetáculo.

Diário Gaúcho — O que os gaúchos podem esperar do show?
Renato Teixeira —
Canções mais marcantes minhas e dos meus grandes amigos ao longo destas numerosas décadas de carreira. Há, também, músicas inéditas, boas, calmas. A gente busca criar uma atmosfera visual e sonora com o intuito de tocar no emocional de quem está nos assistindo, até porque essa característica sentimental e poética da música, hoje em dia, está banalizada...

Sou suspeito para dizer, mas não tem como dar errado se temos Sérgio Reis e Almir Sater no mesmo palco.

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Diário — Vocês já haviam feito parceria em duplas (Almir e Renato e Sérgio e Renato). Como surgiu a ideia do trio?
Renato —
É como se a ideia existisse desde sempre. Eu gravei dois CDs e DVDs com o Sérgio, também gravei dois discos com o Almir, e nossos trabalhos em conjunto tiveram o seu reconhecimento, até Grammy Latino trouxemos para casa.

Com todos esses projetos bem sucedidos e que nós principalmente curtimos fazer, aconteceu de forma natural a nossa união em trio, estava claro para nós três que o próximo passo para nossas carreiras era essa turnê.

Diário — O show é uma viagem na música sertaneja, de raiz. Muitos jovens astros do gênero comentam que se inspiram em vocês. Conseguem acompanhar os novos? O que acham deles?
Renato —
O sertanejo de agora é mais popular pelo que chamam de sertanejo universitário, que é mais um fenômeno social que um fenômeno musical, as canções não têm a profundidade e a métrica dos clássicos que vieram do sertanejo de raiz, são músicas mais pop. Até aquela característica caipira foi substituída por um estilo mais urbano.

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Em contrapartida, temos artistas muito talentosos como a Paula Fernandes e o Gusttavo Lima. O que eu gosto na geração atual é que são artistas determinados, gente honesta e muito trabalhadora, que tem um enorme respeito por mim, pelo Almir, pelo Sérgio e por nossos outros colegas de geração.

Diário — Existe um imenso repertório que poderia ser contemplado neste show. Como foi a escolha das músicas?

Renato —
Este projeto é uma espécie de curadoria da música caipira, que nos moldou e nos consolidou, queremos que as pessoas vejam e sintam que essas canções são atemporais e tem o seu valor artístico, é uma ponte da música caipira com a música popular brasileira.

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