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Gurias empoderadas10/07/2017 | 10h00Atualizada em 10/07/2017 | 11h47

Atrizes de "Malhação" falam sobre os dilemas de suas personagens e os desafios da trama

Na atual temporada, "Viva a Diferença", cinco meninas com realidades opostas se unem em nome da amizade

Atrizes de "Malhação" falam sobre os dilemas de suas personagens e os desafios da trama Raquel Cunha/TV Globo/Divulgação
Foto: Raquel Cunha / TV Globo/Divulgação

A atual temporada de Malhação, não à toa intitulada Viva a Diferença, mostra as transformações, dilemas e, é claro, diferenças de cinco meninas. Cada uma tem sua origem, classe social, etnia e valores próprios, mas a amizade as uniu de forma inusitada, com direito a uma eletrizante cena de parto no metrô de São Paulo. 

Nesta entrevista, as cinco atrizes falam sobre a importância de mostrar o poder feminino na novelinha.

Vida louca 

Foto: Mauricio Fidalgo / TV Globo/Divulgação

A rebelde com causa Lica (Manoela Aliperti) viu sua vida desmoronar com a separação dos pais. A partir daí, ela adotou o estilo ¿vida louca¿, começou a pegar geral, inclusive meninas. Intérprete da personagem, Manoela reforça a importância de mostrar o poder feminino em uma novelinha voltada para os jovens:

— Acredito que as mulheres sempre tiveram um papel importantíssimo na sociedade. O que está acontecendo é que a sociedade está reconhecendo essa importância e, consequentemente, dando luz a esse debate e reflexão.

Sonhadora e mãe

Foto: Sergio Zalis / TV Globo/Divulgação

O nascimento do pequeno Tonico colocou Keyla (Gabriela Medvedovski) diante de quatro meninas que se tornaram fundamentais em sua vida. O drama de ser mãe na adolescência, segundo a atriz gaúcha, provocou uma forte identificação no público:

— Venho percebendo que as meninas se sentem representadas na novela. Já recebi algumas mensagens de mães adolescentes dizendo que já passaram pela mesma situação da Keyla e que a personagem é uma motivação para seguir em frente. É muito gratificante ter essas respostas, pois mostram que estamos indo pelo caminho certo.

Keyla é a mais sonhadora das Five – título que as meninas deram a seu inseparável grupo– e tenta conciliar seus sonhos à realidade de ter um bebê sob seus cuidados. Enquanto busca pistas do pai de seu filho, Keyla faz planos de um futuro ao lado de Tato (Matheus Abreu).

Preconceito em casa

Foto: Sergio Zalis / TV Globo/Divulgação

E por falar em tolerância, é essa a palavra que falta na vida de Mitsuko (Lina Agifu). A médica não aceita o relacionamento da filha, Tina (Ana Hikari) com Anderson (Juan Paiva), um jovem negro e pobre. É por meio dessa e de outras questões, que vem à tona mais uma vez a discussão sobre as diferenças. Ana Hikari defende a importância do debate:

— É muito legal ver o retorno do público sobre o tema do programa: diferenças. Estamos aqui para mostrar as possibilidades que o encontro entre diferentes pessoas pode gerar.

Diferente e fofa

Foto: Mauricio Fidalgo / TV Globo/Divulgação

A personagem Benê (Daphne Bozaski) é a mais complexa do grupo, mas também é a que vem conquistando a maior torcida do público, inclusive por um romance dela com Guto (Bruno Gradiol). Amores adolescentes à parte, o diferencial desta temporada é abordar a Síndrome de Asperger, espécie de autismo. Através da forma toda especial de ser de Benê, a questão das diferenças ganha ainda mais força, afinal, ela é amada do jeito que é, com suas limitações e dificuldades.

— Acredito que nosso foco seja abrir a discussão para diversos temas relacionados a respeito e tolerância — reforça Daphne.

Volta por cima

Foto: Mauricio Fidalgo / TV Globo/Divulgação

Vencer o preconceito e tentar conquistar um espaço na sociedade também é a luta de Ellen (Heslaine Vieira). A origem humilde não impediu a jovem de buscar seus objetivos e mostrar a inteligência fora do comum que possui. É esse o espírito da nova Malhação, como finaliza a Heslaine:

— Nós, mulheres, nunca deixamos de lutar, questionar, transformar, e eu fico muito feliz em fazer parte deste time representando uma jovem negra que não se conforma com as injustiças ao seu redor e que, aos poucos, aprende que ela pode ocupar o lugar que ela e qualquer outra menina negra, ou de qualquer etnia ou classe social, quiser.


 

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