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Coluna da Maga19/07/2017 | 10h00Atualizada em 19/07/2017 | 10h01

Magali Moraes, o menino e o passeio

Magali Moraes, o menino e o passeio Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

No caminho pro trabalho, um ônibus turístico chamou a minha atenção. Dois andares lotados de crianças. Tantos pares de olhos curiosos admirando a cidade de cima. E eu atrás, sem querer, seguindo a turma. Um passeio de escola!! Voltei no tempo lembrando o quanto a gente esperava um dia assim, pra deixar os cadernos em casa e viver aventuras. Passeio bom fazia todo mundo voltar rouco, suado e feliz. Tinha a disputa pelos lugares nas janelas. Quem sentava com quem. O colega que abanava pra qualquer um na rua. O pessoal do fundão que puxava a cantoria.

Quando achei que a cena já estava boa o suficiente pra alegrar a manhã, veio a melhor parte: um menino de camiseta vermelha, sentado no último banco, ergueu seus bracinhos no momento em que o ônibus desceu um viaduto. A coisa mais ingênua e fofa do mundo. Aposto que ele se imaginou numa montanha-russa incrível!! E pra lá me transportei. Foi como se eu estivesse sentada no banco de trás dele. O céu cinzento ficou colorido. E eu, que tenho medo de montanhas-russas, curti demais! Sentimos o mesmo friozinho na barriga.

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Um desenho antigo

Como pode uma cena que durou poucos segundos virar coluna de jornal? Não sei. Aquilo me tocou. Queria eternizar de algum jeito. E queria que você tivesse visto isso comigo. Será que alguém nos outros carros ou janelas dos prédios também viu essa maravilha? A gente nunca pode esquecer a criança que um dia fomos. Quem sabe tomar um copo de Nescau gelado no meio da tarde. Ou então ver um desenho antigo.

Não faço ideia de onde mora o menino da camiseta vermelha, seu nome, em que colégio estuda, se é bom aluno ou não. Mas sei que ele curte montanhas-russas. E que é autêntico. Ele não olhou pro lado, pra ver se o amiguinho ia fazer o mesmo. Simplesmente se deixou levar pela emoção. Aqueles bracinhos no alto me fizeram ganhar o dia. Quem sabe foi o alívio de perceber que eu ainda presto atenção nessas coisas. 


 

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