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Vida real03/11/2017 | 07h49

Erika Januza conta que, assim como sua personagem em "O Outro Lado do Paraíso", já foi vítima de racismo

Na trama de Walcyr Carrasco, a personagem Raquel é humilhada pela patroa

Erika Januza conta que, assim como sua personagem em "O Outro Lado do Paraíso", já foi vítima de racismo Raquel Cunha/TV Globo/Divulgação
Foto: Raquel Cunha / TV Globo/Divulgação

Desde as suas primeiras cenas em O Outro Lado do Paraíso, Raquel, personagem de Erika Januza, é alvo de comentários preconceituosos por parte da patroa, a cruel Nádia (Eliane Giardini). As situações podem até chocar os telespectadores, mas não chegam a surpreender a atriz.

— Eu sofri (preconceito) a vida inteira e ainda sofro. No dia a dia, eu já passei por muitas coisas. Há uns cinco meses, por exemplo, um cara brigou comigo no sinal e falou: "Tinha que ser neguinha mesmo". Na hora, me deu um ódio tão grande que eu não consegui reagir. É muito doído — afirmou a atriz ao site Notícias da TV.

Para entender o drama de Raquel, que se envolve com Bruno (Caio Paduan), o filho da patroa, a atriz, 32 anos, não precisou ir longe:

— Já tive namoros em que a família do cara era contra por causa da cor da minha pele.

Erika valoriza o fato de o preconceito estar sendo tratado na TV. E encara com otimismo a questão da representatividade negra na tela.

– Quando eu era criança, não tinha ninguém em quem me espelhar. Hoje, sinto que há um orgulho maior por ser negra. As meninas falam: "Você me representa". Fico até arrepiada – afirma.


 

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