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Noveleiros18/11/2017 | 10h00Atualizada em 18/11/2017 | 10h00

Michele Vaz Pradella: "Muitas polêmicas, pouca sutileza"

Walcyr Carrasco aborda temas fortes de forma escancarada em "O Outro Lado do Paraíso"

Michele Vaz Pradella: "Muitas polêmicas, pouca sutileza" Raquel Cunha/TV Globo/Divulgação
Foto: Raquel Cunha / TV Globo/Divulgação

Em O Outro Lado do Paraíso, Walcyr Carrasco esfrega na cara do público, sem dó, temas espinhosos como racismo, violência contra a mulher, homofobia, entre outros. Não há sutileza ou meias palavras no texto da trama.

A perua Nádia (Eliane Giardini), por exemplo, deixa bem claro o que pensa sobre o romance entre o filho Bruno (Caio Paduan) e a empregada doméstica Raquel (Erika Januza):

— Não quero meu filho namorando uma preta! Deus me livre de ter netos "torradinhos".

o outro lado do paraíso, Nádia (Eliane Giardini)
Foto: Raquel Cunha / TV Globo/Divulgação

É por aí, pra pior, o nível dos comentários da maioria dos personagens. O que incomoda é que, na vida real, o preconceito não é tão escancarado. Os diálogos de Walcyr passam longe da hipocrisia que costuma rodear esses assuntos. É tudo direto, na lata, sem rodeios.

Preconceito materno

o outro lado do paraíso, Sophia (Marieta Severo) e Estela (Juliana Caldas)
Foto: Raquel Cunha / TV Globo/Divulgação

O mesmo acontece com o drama de Estela (Juliana Caldas), filha caçula da vilã Sophia (Marieta Severo). A mãe megera fala para quem quiser ouvir que tem horror à menina, a chama de "monstrengo", "aberração". Pra piorar, Sophia se recusa a adaptar a casa às necessidades de Estela e não vê a hora de "despachar" a moça de volta para a Europa. Outra situação bizarra envolvendo essa questão foi o comentário de Lorena (Sandra Corveloni) ao encontrar a família da amiga. Dirigindo-se a Sophia, perguntou sobre Estela:

— Essa é a sua filha de baixa estatura?

Não estou dizendo que o preconceito, em todas as suas formas, não exista. Só que geralmente é velado, sutil, fica mais nos olhares e nas piadinhas menos diretas. Talvez Walcyr Carrasco, na ânsia de tocar em diversas feridas ao mesmo tempo, esteja pesando a mão. Ou será que é preciso exagerar mesmo, para mostrar o que muitos não conseguem ver?

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