Magali Moraes e a palavra do ano: feminismo - Entretenimento

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Coluna da Maga15/12/2017 | 10h00Atualizada em 15/12/2017 | 10h00

Magali Moraes e a palavra do ano: feminismo


A escritora e publicitária Magali Moraes é a nova colunista do Diário Gaúcho. Ela vai escrever a Coluna da Maga, todas as sextas-feiras.
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Já pode fechar 2017, gente! Encerrou com chave de ouro. Olha que palavra importante foi escolhida como a mais popular do ano. Desde 2003, o dicionário americano Merriam-Webster elege aquela que mais gerou interesse e buscas na internet. Outros dicionários, como Oxford e Collins, também fazem essa votação. Lembra que já escrevi contando de um emoji que ganhou a palavra do ano? Ela retrata o espírito do tempo em que vivemos. 

São dicionários gringos, alguém vai dizer. Acontece que o mundo virou uma coisa só, onde as pessoas se inspiram umas nas outras. É fato que as mulheres finalmente estão conquistando visibilidade para as suas causas. No Brasil, o feminismo foi assunto constante em 2017. Nunca se viu tanta coragem pra denunciar abusos sexuais e violência. Mas ainda tem muita barbaridade tirando o nosso sono. Ouvir as vozes femininas é ajudar as novas gerações a se sentirem mais confortáveis no papel de mulher.

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Exatamente igual

Esqueça o ranço do feminismo. Experimente se colocar no lugar de uma mulher e pense: a situação seria exatamente igual se fosse com um homem? Esse é o ponto, igualdade. A gente é feminista quando não acha graça em piada machista e deixa isso claro. Quando empodera as filhas e ensina os filhos homens a tratarem bem suas amigas e namoradas. Quando vê louça suja na pia, lembra que a família toda jantou e se pergunta por que é a mulher da casa que lava. E se cada um lavar um dia? O homem faz um favor ajudando? Ou se dá conta que também mora ali? 

Sou feminista quando mordo a língua até sangrar, antes de criticar outra mulher no trânsito. Quando não julgo a roupa e o corpo de ninguém. Quando elogio o trabalho de uma colega. Quando escuto e apoio a decisão de uma amiga. Quando corro o risco de desagradar escrevendo essa coluna. Independente do gênero, todo mundo deveria ser um pouco feminista. O que a palavra do ano precisa? Menos radicalismo. Muito mais empatia.  




 
 
 
 
 
 
 
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