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Estrelas da Periferia

Conheça o pagodeiro de Canoas que fez participação especial em um show de Belo

Cristiano Bocão, de Canoas, já integrou diversas bandas na cidade, desfila no Carnaval da Cidade e é apaixonado pelo instrumento desde que começou na música.

23/01/2018 - 07h00min


José Augusto Barros
José Augusto Barros
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Cristiano Pedroso Domingues, 37 anos, começou a sonhar em entrar no mundo da música ainda na adolescência, no Bairro Harmonia, em Canoas, onde reside. Na época, a tia de uma prima montou uma banda e o convidou para participar. Interessado em aprender a tocar cavaquinho, ele aceitou.

André Ávila / Agencia RBS

— Tinha uns 13 anos, não entendia muito do instrumento, mas queria ir adiante — relembra ele, conhecido na música como Cristiano Bocão. 

Três anos depois, aos 16, integrou outro grupo e começou a tocar percussão, tam-tam e seguiu no cavaquinho, instrumento que viria a ser sua paixão. No fim dos anos 1990, depois de passar por alguns grupos, começou a participar do Carnaval de Canoas como ritmista, tocando tarol e surdo. 

— Desfilando na Unidos do Guajuviras, consegui aperfeiçoar ainda mais o cavaquinho e pude tocá-lo nos desfiles da escola — relembra.

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Passo a passo

Experimentando o contato também com as letras, Cristiano já tem uma canção composta, Penso Nela. Seu sonho é que o grupo que ele integra há cerca de três anos, o Samba da Esquina, grave a faixa.

— Penso em um passo de cada vez — afirma.

Há cerca de duas semanas, Cristiano teve uma experiência inesquecível para qualquer músico do gênero. Convidado pelo Samba Tri, participou de uma apresentação de Belo e do grupo Revelação em um evento privado, em Xangri-Lá.

— Estar ali, no meio de músicos de primeira linha, foi uma experiência magnífica. Imagina: eu estava no palco do Belo e do Revelação, caras que eu só conhecia por meio de capas de disco! — comemora.

Ao lado da banda, ele quer ganhar destaque no concorrido meio do pagode gaúcho.

— Quero divulgar meu trabalho. Não é fácil aparecer no pagode daqui. Mas batalho há bastante tempo, tenho fé — diz Cristiano, que também atua como panfleteiro.

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Pitaco

Guto Paulista, do grupo Samba Tri, fala sobre o som de Cristiano Bocão:

— Cristiano é uma boa revelação no samba gaúcho. Toca bem cavaco, banjo e percussão. Em um show, há cerca de duas semanas, o convidei para tocar com o Samba Tri, em um evento fechado, no Litoral Norte, com o Belo. E ele mandou muito bem, mostrou que pode se destacar.  Acredito que ele pode melhorar, se dedicando e estudando mais a teoria musical,as bases. 


— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para o e-mail jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Para falar com Cristiano, ligue 98616-1479.





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