"É uma letra ousada, mas não apela", diz Luan Santana, sobre música mais tocada em 2017 - Entretenimento

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Exclusivo20/01/2018 | 12h00Atualizada em 20/01/2018 | 12h00

"É uma letra ousada, mas não apela", diz Luan Santana, sobre música mais tocada em 2017

Acordando o Prédio foi a faixa mais executada nas rádios do país. Nesta entrevista, ele fala do show que fará do Planeta e dos 10 anos de carreira

"É uma letra ousada, mas não apela", diz Luan Santana, sobre música mais tocada em 2017 Will Aleixo/Divulgação
Foto: Will Aleixo / Divulgação

Luan Santana encerrou 2017 com todos os motivos para comemorar. Além de vários prêmios e 25 shows mensais, em média, ele teve a música mais tocada do ano nas rádios, Acordando o Prédio. Luan já começa 2018 acelerado: ele comemora uma década de estrada e, em fevereiro, será uma das principais atrações do Planeta Atlântida na segunda noite, no dia 3. O Diário Gaúcho passa a limpo a trajetória desta jovem estrela de 26 anos e mostra por que o sertanejo tem se revelado um dos maiores fenômenos da música brasileira.  

Apesar do estardalhaço de Anitta, que lançou um clipe a cada mês e do fenômeno Pabllo Vittar, Luan Santana se mostrou mais forte que nunca no final de 2017. Um dos principais representantes da nova geração, aos 26 anos, teve a música mais executada nas rádios do país, segundo a Crowley, que monitora a execução de canções no Brasil: Acordando o Prédio.

Jovem destaque

O clipe da faixa está com 227 milhões de visualizações no YouTube. Luan ainda completa 10 anos de carreira em 2018 e é uma das principais atrações do Planeta Atlântida, que acontece nos dias 2 e 3 de fevereiro. 

Mesmo tão jovem, já se consolidou como figura fundamental na história da música sertaneja nacional. Ele integrou, ao lado de nomes como Victor & Leo e Jorge & Mateus, uma turma que deixou o sertanejo mais moderno, com ares de pop.

Outros movimentos ocorreram no fim dos anos 1980, com a explosão das clássicas duplas Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo. O mais recente, de 2014 para cá, trouxe nomes como Simone & Simaria, Marília Mendonça, Cristiano Araújo e Maiara & Maraisa. A Retratos da Fama, Xororó citou Luan como um dos nomes a transformar os shows sertanejos em megaespetáculos. 

Antes do boom, até disco quebrado 

 O sucesso não veio da noite para o dia. Nascido em 13 de março de 1991, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Luan chamava a atenção da família ao cantar, ainda pequeno, clássicos do sertanejo de raiz, como Muda de Vida e Chico Mineiro. 

Com a insistência de amigos, aos 14 anos, fez uma festa em Jaraguari, no interior do estado, cidade natal dos seus pais, onde gravou, de forma amadora, a canção Falando Sério, até então inédita. Só que ele não aprovou o resultado final e acabou quebrando o CD por não gostar da qualidade do som. 

Porém, um amigo ficou com uma cópia da gravação e postou o áudio da faixa no YouTube. Rapidamente, a canção se espalhou e foi aprovada pelo público, fã do gênero, que começou a pedir a faixa nas rádios de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Paraná.

Primeira vez

cantor de sertanejo universitário, Luan Santana se apresenta no Rancho Marias, em Camboriú
No começo da carreira, em 2009Foto: Divulgação / Divulgação

Em agosto de 2007, aos 16 anos, subiu ao palco pela primeira vez, em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, por conta do sucesso que Falando Sério fazia nas rádios da região e no YouTube, ainda que ele nunca tivesse gravado uma música em estúdio até aquele momento. 

A partir daí, a carreira do jovem deu uma guinada. Entre 2008 e 2009, com a produção do consagrado Ivan Myazato, lançou o disco e a canção que viriam a mudar a sua vida: Tô de Cara, que trazia Meteoro, como o cantor ficou conhecido pela rapidez com que explodiu no mercado.

Calou os críticos

Tão novo e cantando solo, Luan despertava certa desconfiança no começo da carreira. Alguns críticos especulavam que ele poderia ser mais um "cantor de um hit só". Mas, em 2009, o garoto começou a dissipar essa nuvem, ao atingir a marca de 300 shows no ano e lançar um disco ao vivo, gravado em Campo Grande, para um público de 85 mil pessoas, quando emplacou outro hit: Sobrenatural. 

E aí Luan foi só empilhando sucessos como Você de Mim Não Sai, Nêga, Incondicional, Tudo que Você Quiser, Cê Topa?, Escreve Aí e Chuva de Arroz.

Eclético e inquieto

Depois do projeto 1977, no qual homenageou as mulheres e dividiu o palco com nomes como Anitta em CD e DVD, Luan garante que tem mais novidades para os fãs. A julgar pelos últimos lançamentos, dá para afirmar, sem medo de errar, que ele vai surpreender de novo. 

Depois de dar um susto em seus fãs, em setembro de 2017, em seu Instagram, afirmando que iria deixar o sertanejo para se dedicar ao heavy-metal, ele revelou que era uma ação de marketing. E garantiu que segue no sertanejo, flertando com o pop e com o romantismo. 

Não para

Agora, começa 2018 com um hit já bombado, em uma parceria diferente para o meio sertanejo. Luan foi convidado por Nego do Borel para gravar a faixa Contatinho. 

Outro movimento que demonstra a sua versatilidade é a participação no álbum da cantora pop paulista Tiê, Gaya, na faixa Duvido. De fato, ele está conectado:

— Gosto de me reinventar a todo momento. O público espera isso do artista. É preciso se reinventar, estar antenado às novidades, às necessidades do público. Em 2018, vêm muitas surpresas por aí. 

Vida pessoal preservada

luan santana, jade magalhães, namorados, foto de novembro de 2017.
Com Jade: depois do vai e volta, firmeza na relaçãoFoto: Graça Paes / Ag News

O sertanejo tem se mantido longe das polêmicas, o que também envolve sua relação com Jade Magalhães. Em uma rara entrevista sobre o tema, deu detalhes de como conheceu a amada. Foi no programa Lady Night, de Tatá Werneck, no Multishow, em 2017. 

Negou ser gay

O casal se conheceu em 2012, quando a eleita subiu ao palco para dançar com o sertanejo, em um show. 

— A Jade me conquistou quando me olhou do público. Eu estava no palco, e os meus olhos encontraram os dela — afirmou ele na atração. 

Durante estes mais de cinco anos, porém, o casal se separou duas vezes: em 2013 e em 2016. No fim de 2016, retomaram a relação. 

Em uma das poucas polêmicas em que se envolveu, Luan tirou de letra. Foi em 2015, quando negou ser gay à revista Playboy. 

Na época, o cantor falou com bastante naturalidade sobre os boatos relacionados ao personal trainer Gutão, que o acompanhava nas viagens pelo país. O profissional chegou a ser apontado como namorado de Luan. 

"Se a gente faz com verdade, dá certo" 

Por e-mail, Luan Santana falou sobre o atual momento da carreira, o show no Planeta e o fato de ter a música mais executada nas rádios, em 2017. 

luan santana, foto atualizada.
Foto: Will Aleixo / TV Globo/Divulgação

Como tu recebeste a notícia que a tua música foi a mais executada nas rádios do país, em 2017?

— Fiquei imensamente feliz! Essa música me ajudou a ganhar muitos prêmios, como o Multishow (pelo voto popular, venceu nas categorias cantor e clipe, com Acordando o Prédio), Melhores do Ano do Faustão (como melhor cantor, pela décima vez) e o Caldeirão de Ouro (em que participou por conta de ter a música mais tocada de 2017 nas rádios). Comecei o ano com o pé direito, com essa notícia maravilhosa! 

faustão e luan santana, melhores do ano, 2017.
Com Faustão, na entrega do prêmioFoto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação

Acordando o Prédio tem uma letra ousada, mas primamos por fazer um clipe que misturasse ousadia e humor, que não explorasse o apelo sexual. Gostei do resultado. Sem falar que gravar em Cuba (o clipe teve cenas registradas em Havana, no país caribenho), foi demais, pegamos emprestado aquela alegria do povo e aquele colorido da ilha, foi inesquecível! Quero continuar acordando muitos prédios em 2018, com o sucesso desta música. 

Além de todo o teu trabalho nos shows, que contribui muito para o teu sucesso, deves ter uma grande equipe de divulgação pelo país, não? 

— Tenho uma grande equipe no escritório, que faz divulgação em rádios, nos jornais, sites e nas redes sociais, uma galera muito boa de marketing. São muitas cabeças pensantes. Além, é claro, da galera da estrada, que faz acontecer! 

O sertanejo é muito forte no país, domina as paradas musicais. Mas a tua canção ficou na frente de nomes como Anitta, que tem bombado no noticiário, nos últimos meses. Como te sentiste?

Feliz demais! Se a gente faz algo com verdade, dá certo. Cantar sempre esteve no meu sangue. Eu nasci cantando. Acho que, quando a coisa é verdadeira, é recíproca com os fãs. A galera percebe isso. E acaba se identificando com o que você faz, com o que você pensa.

No começo de fevereiro, tu farás show no Planeta Atlântida, um dos maiores festivais de música do país. A exemplo de outros anos, a tua apresentação é uma das mais esperadas. O que os gaúchos podem aguardar do show?

O público pode esperar que sempre tem novidades. Esse show faz parte da nova turnê, 1977, que preza pela mesma concepção do DVD, do cenário ao repertório. A gente procurou ser o mais fiel possível à atmosfera do DVD, com a ideia de um galpão de uma fábrica dos anos 70 como parte cênica. 

No show do Planeta, como será o repertório?

Reunimos músicas do novo DVD, como Amor de Interior, Acordando o Prédio, Estaca Zero, Fantasma, Dia, Lugar e Hora e Mesmo Sem Estar. Tem alguns hits de trabalhos anteriores, como Bailando e Sogrão Caprichou, além das mais recentes, Check-in e Acertou a Mão. 

Serviço do Planeta

O quê: Planeta Atlântida 2018.

Quando: nos dias 2 e 3 de fevereiro. Luan canta no dia 3.

Onde: na Sede da Saba, Avenida Interbalneários, 413, em Atlântida.

Quanto: ingressos a R$ 240 (arena, por dia), R$ 360 (arena, passaporte), R$ 460 (camarote, por dia) e R$ 700 (camarote, passaporte), no site planetaatlantida.com.br. 

 



 

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