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Estrelas da Periferia10/04/2018 | 07h00Atualizada em 10/04/2018 | 07h00

Pelo rock, não há distância

Banda Cartel une integrantes de Porto Alegre e Dom Feliciano e aposta no rock autoral


 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 06-04-2018.Estrelas da Periferia com a Banda Cartel da Cevada. (FOTO ANDRÉA GRAIZ/AGÊNCIA RBS)Indexador: Andrea Graiz
Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Tentando manter viva a chama do rock independente gaúcho, a banda Cartel foi fundada no começo de 2017. Um pouco antes disso, em 2016, o baterista Maurício já vinha com a ideia de fundar um projeto de rock autoral, mas que também mesclasse releituras de bandas gaúchas do gênero, como Engenheiros do Hawaii, TNT e outros. 

Assim, mostrou algumas canções para Igor, que é vocalista e toca baixo hoje no grupo.

— Perguntei o que achava de gravar uma dessas faixas só para nós, sem intenção de nada mais sério. Começamos a passar a música para alguns amigos nossos, que nos estimularam a ir adiante. Mas a banda começou a sair do papel em 2017, quando gravamos a nossa primeira canção, Bem-Vindo ao Jogo da Vida — lembra Maurício.

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De todos os jeitos

Até aí, a história da Cartel se parece com a de várias bandas que estão começando e buscando um lugar ao sol. O detalhe que diferencia essa turma, e que exige um planejamento dos integrantes, é que Maurício mora em Porto Alegre, enquanto Igor e Rodrigo (guitarra) vivem em Dom Feliciano, distante cerca de 170 quilômetros da Capital. 

— Nos encontramos, mais ou menos, de 15 em 15 dias. Achamos na cidade de Camaquã (distante  130 quilômetros de Porto Alegre, em média), um meio-termo para que o grupo consiga ensaiar com uma boa frequência. E, claro, a gente usa todas as facilidades que a tecnologia nos propicia, mandamos muitas músicas por WhatsApp e fazemos algumas reuniões por Skype — comenta Maurício.

O fato de ter dois integrantes morando em uma cidade do Interior acabou ajudando o grupo, como Maurício mesmo ressalta. É que, por conta das dificuldades de entrar no mercado da Capital, que acaba privilegiando bandas de pagode e duplas sertanejas, a Cartel vem conseguindo abrir um bom espaço pelo interior do Estado.

— Acaba sendo mais fácil e tem menos concorrência. A gente nota que há muitos fãs do rock gaúcho no Interior. Então, o nosso show vira uma mescla de canções autorais com releituras — explica Maurício.

Em maio, os roqueiros lançam a canção Recomeçar, que teve produção do ex-baixista da Tequila Baby Davi Pacote. Até o fim deste ano, a ideia do grupo é apresentar o seu primeiro EP ao público com questões que tratam do dia a dia dos integrantes.

— As músicas passam por um universo de relacionamento, pelo cotidiano e por experiências românticas que cada um viveu — finaliza o baterista sobre o tom das letras. 

 Adriano Brasil fala sobre a banda Cartel:

— Som de boa qualidade, no modelo power trio, consagrado mundialmente no rock. Achei a batida boa, lembra as bandas do rock gaúcho. Em um cenário difícil, há de se ressaltar a coragem da banda em apostar em músicas próprias, que é o que vai diferenciar o grupo no futuro.  

— Para falar com a banda Cartel, ligue para 99809-5243.

— Se quiser participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.



 
 
 
 
 
 
 
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