Cantor sertanejo Eduardo Costa presta depoimento por suspeita de estelionato - Entretenimento

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Investigação20/07/2018 | 07h49Atualizada em 20/07/2018 | 07h49

Cantor sertanejo Eduardo Costa presta depoimento por suspeita de estelionato

Músico é investigado em um inquérito sobre a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio (MG), avaliada entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões

Cantor sertanejo Eduardo Costa presta depoimento por suspeita de estelionato Guto Costa/Divulgação
Foto: Guto Costa / Divulgação
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Suspeito de estelionato, o cantor sertanejo Eduardo Costa prestou depoimento na última quarta-feira (18), no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte. Ele é investigado em um inquérito sobre a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio (MG), avaliada entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões. Em entrevista após o depoimento, o cantor negou qualquer tipo de crime.

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De acordo com a investigação da polícia, Eduardo Costa teria negociado o imóvel com um casal em troca de uma casa em Belo Horizonte, avaliada em R$ 9 milhões. A diferença de valores seria paga com uma lancha, uma carro de luxo e uma moto aquática. 

O delegado Vinícius Dias relatou que o casal tentou registrar o imóvel de Escarpas do Lago, de cerca de 4 mil metros quadrados, mas percebeu que o local era alvo de uma ação civil pública. Nessa ação, o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

De acordo com Eduardo Costa, ele não agiu com má-fé, e o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente. Na entrevista após o depoimento, cantor garantiu que não tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. Ele destacou também que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados de ambas as partes. 

– A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio – sublinhou o cantor.

De acordo com o delegado, as investigações foram iniciadas em outubro do ano passado e estão em fase de finalização. Ele aponta que, até a última quarta, não encontrou provas para que Eduardo Costa seja indiciado. No entanto, a investigação continua. Com os novos elementos, o delegado Dias afirmou não ver condições de indiciamento.

Conforme o delegado, o casal estará sujeito a sanções penais caso fique comprovado ao final do inquérito que os dois sabiam da situação imóvel.

A pena prevista para o crime de estelionato qualificado por alienação onerosa de bens em litígio vai de um a quatro anos de reclusão.

 
 
 
 
 
 
 
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