Em tratamento contra o câncer, Ana Furtado faz exercícios usando máscara; entenda - Entretenimento

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Câncer de mama27/07/2018 | 08h37Atualizada em 27/07/2018 | 08h37

Em tratamento contra o câncer, Ana Furtado faz exercícios usando máscara; entenda

Apresentadora já fez quatro sessões de quimioterapia 

 

Ana continua praticando atividades físicasFoto: Instagram / Reprodução

No fim de maio, a apresentadora Ana Furtado revelou que havia feito uma cirurgia para retirada de um tumor na mama. Desde então, ela vem compartilhando nas redes sociais cada passo do tratamento, que inclui sessões de quimioterapia e até mesmo crioterapia para preservar os cabelos. 

Extremamente ativa — no último sábado (21), ela retornou ao programa É de Casa? —, Ana divide na internet momentos de descontração, como um vídeo publicado em seu Instagram em que aparece na academia dançando uma música da cantora Anitta. Além do bom humor da global, chama a atenção o fato de ela estar usando uma máscara. 

Só na malemolência!!! Dancinha aproveitando a academia vazia... arrasou, @anitta! #Medicina ��

Uma publicação compartilhada por Ana Furtado (@aanafurtado) em

— Algumas pessoas que fazem quimioterapia, dependendo do medicamento, podem ter como efeito colateral a diminuição dos glóbulos brancos, que são as defesas do nosso corpo contra infecções — explica a oncologista do Hospital Santa Rita, Alice Zelmanowicz. 

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Quando isso acontece, o paciente fica mais predisposto a infecções por via aérea, sendo indicada a proteção. 

— Mas isso tem limitações. A máscara deve ser usada em situações bem específicas, e quem define a necessidade ou não do uso é o médico — avisa Alice. 

Sempre considerei atividades físicas como um hábito essencial para ter uma melhor qualidade de vida e, quem me acompanha aqui, sabe que costumo compartilhar essa rotina de exercícios. Algumas pessoas têm me perguntado se é permitido que eu faça atividades físicas enquanto estou em tratamento quimioterápico. Os médicos não apenas não proíbem como também incentivam a prática de atividades físicas. Mas é claro que as pessoas são únicas e os organismos respondem de forma distinta a diferentes tratamentos. Então, a primeira coisa é: consulte seu médico. A minha rotina de atividades está mais leve. Não é recomendado se exercitar à exaustão porque isso pode vir a comprometer a imunidade e, por consequência, deixar o organismo mais exposto a possíveis infecções. Mas é fato também que a atividade física me estimula, me faz sentir viva e está contribuindo para reduzir os efeitos colaterais da quimio e o risco de depressão – muito comum em pacientes em tratamento contra o câncer. Um dos efeitos colaterais é a fadiga. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, entre 72% e 95% dos pacientes são afetados por esse cansaço extremo, que pode resultar na diminuição significativa da qualidade de vida. Estudos mostram que a prática diária de exercício pode diminuir a intensidade desse sintoma em até 50%. Assim, sigo com minha rotina de exercícios, respeitando os limites do meu corpo, e com acompanhamento médico constante!

Uma publicação compartilhada por Ana Furtado (@aanafurtado) em

A oncologista lembra que, quando liberadas pelo médico, pessoas em tratamento contra o câncer são muito beneficiadas pelos exercícios físicos. Segundo ela, evidências científicas mostram que a prática regular contribui para a redução dos efeitos colaterais: 

— Recomenda-se, claro, que se cuide a capacidade do paciente e que a atividade seja muito bem orientada. 





 
 
 
 
 
 
 
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