Paz e amor nas letras e mistura de rap e rhythm and blues: conheça o Black & White - Entretenimento

Versão mobile

 

Estrelas da Periferia23/07/2018 | 18h30Atualizada em 23/07/2018 | 18h30

Paz e amor nas letras e mistura de rap e rhythm and blues: conheça o Black & White

Trio do bairro Santa Tereza aposta em um som de menos protesto, para atrair jovens da região. 

Formado há cinco anos, o trio Black & White, com integrantes do bairro Santa Tereza, na zona sul de Porto Alegre, tenta reforçar os laços de seus fundadores com o local e levar boas mensagens por meio de suas músicas a crianças e jovens da região. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 22/07/2018 - Estrelas da Periferia - Grupo Black & White. (FOTO: ROBINSON ESTRÁSULAS/AGÊNCIA RBS)
Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS

Conscientes de que  é uma das áreas mais conflagradas pelo tráfico de drogas na Capital, os músicos decidiram criar composições que fossem de menos protesto e de mais amor. Quando pensaram em fundar a banda,lá em 2013, DF Black (hoje fora do grupo) e Mateus Di Pé recém haviam se conhecido e começaram a fazer, despretensiosamente, suas primeiras rimas juntos.

— Como sou ligado nas minhas raízes, frequentava, seguidamente, a sede comunitária da Rua Dona Malvina. Gosto de participar de tudo que envolve meu bairro. Ali, eu conheci o Black. Até por isso resolvemos batizar o grupo de Black (preto em inglês) e White (branco), pois ele era o preto, e eu, o branco (risos) — afirma Mateus Di Pé, que segue no grupo.

Conheça outras histórias de Estrelas da Periferia

Referências

Com influências de grandes astros da música mundial, como James Brown (1933 – 2006), e expoentes do rap nacional, como Gabriel, O Pensador, Racionais MC's e Sabotagem - além dos gaúchos do Rafuagi -, o grupo decidiu fazer uma grande mescla de sons. Mistura funk, rap e rhythm and blues, para tentar se diferenciar no mercado. 

— Nosso som é um rap não tão contundente, temos diversos estilos musicais que nos influenciam. Juntamos as ideias diversas de cada um dos integrantes e tentamos fazer uma fusão de ritmos para colocar nas nossas músicas. Temos uma levada mais de funk de pista, aquele funk mais clássico, dos anos 1970 e 1980 — afirma Di Pé, que completa:

— A ideia é que estas letras sejam um incentivo para a juventude, que a galera tenha consciência de optar pelos caminhos certos.

Investindo, atualmente, em duas canções próprias, Foi na Night e Carol me Ame, o Black & White pretende difundir ainda mais suas letras pela comunidade, para que os jovens da região tenham a história dos músicos como exemplo: 

— Nasci aqui, é a minha comunidade, gosto muito daqui. Já abrimos alguns shows de nomes conhecidos no Estado, como o grupo Os Federais. 

Ainda integram o Black & White Pablo e DJ Joel. 

Pitaco de Quem Entende

Sandrão, do CN Boys, fala sobre o som do grupo Black & White:

— Gurizada boa, a base do som é bem dançante. Vi que eles têm letras que retratam o amor. O rap não é só crítica social. Isto é muito bom, pois incentiva os novos talentos a fazerem letras do bem. Levada ótima, bem atual, e rimas bem definidas. Gostei bastante!

—  Para falar com o grupo, ligue para 98607-6346.

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br. 



 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros