Da igreja para o sertanejo, conheça a trajetória do cantor Roberto Pagani - Entretenimento

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Estrelas da Periferia28/08/2018 | 07h00Atualizada em 28/08/2018 | 07h00

Da igreja para o sertanejo, conheça a trajetória do cantor Roberto Pagani

Roberto Pagani começou a cantar em banda de música gospel e ainda teve experiências no rock


 Hoje, aos 20 anos, Roberto Pagani tem um tempo de estrada que deixaria muitos veteranos com inveja. Ele começou a cantar em igrejas, na Capital, com sete anos. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 274-08-2018. Entrevista para o Estrelas da Periferia com o cantor sertanejo Roberto Pagani, no bairro Guarujá. (CARLOS MACEDO/AGÊNCIA RBS)
Roberto: talento da Zona Sul de Porto AlegreFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS

— A maior parte da minha família toca algum instrumento. Com oito anos, acabei deixando a banda (da igreja), mas tinha a convicção de seguir na música — lembra ele.

Assim, o pequeno, sonhador seguiu na sua busca pelo ritmo que faria brilhar seus olhos. Roberto chegou a tocar em conjuntos de rock com amigos do bairro Guarujá, até que a mãe, Jovelina, hoje com 42 anos, e a irmã, Alessandra, 15, o apresentaram ao sertanejo.

— Com uns 12 anos, comecei a ouvir, fui gostando e comecei a escrever composições sertanejas, mas não registrava nada, não pensava muito em gravar. Passei a me envolver em eventos da região, a gravar algumas releituras de uns caras sertanejos de quem a minha mãe e a minha irmã gostavam — conta.

Nos anos seguintes, a veia autoral do jovem cantor começou a aparecer. 

Veia autoral

Aos poucos, Roberto foi reunindo suas composições e passou a apresentá-las em shows que fazia na zona sul de Porto Alegre, com uma estratégia clara.

— Pensei: "Cover, todo mundo faz, queria mostrar as minhas próprias músicas". Passei a investir o meu tempo e a minha energia em canções que poderiam fazer a diferença. Eu queria ser reconhecido pelas minhas composições — explica.

Já com oito anos de estrada, o porto-alegrense gravou a sua primeira faixa, Hoje Ela Tá pra Maldade, que é um sertanejo mais dançante, no mês passado. A música segue o ritmo de alguns hits do momento, que contam histórias de mulheres na balada.

— Eu lancei esta canção mais para avaliar como o mercado estava, como as pessoas a receberiam. 

Tive retornos positivos. Mesmo assim, acho que esta música não estará no meu primeiro EP — revela Roberto, para completar:

— A minha ideia sempre foi investir em um sertanejo mais romântico. É do que gosto.

Planos mil

Para o tão sonhado primeiro trabalho, que ainda não tem data para ser lançado, ele pretende incluir faixas que falem sobre amor - como dá para ver nos nomes de algumas canções suas: Buscar a Lua para Você, Par de Asas e Você Apareceu.

Um dos sonhos deste jovem sertanejo também passa por gravar um DVD. E, mesmo ele sendo fruto de uma geração digital, Roberto garante que não abrirá mão de lançá-lo no formato físico.

— Mesmo que eu seja nascido no meio digital, acho que as pessoas gostam de ter o disco em mãos — argumenta. 

Pitaco:

Rodrigo Ferrari analisa o som de Roberto:

— Bem comercial! O cantor tem qualidade, uma música que pode tocar bem tanto 

em rádio quanto nas baladas. O investimento em canções autorais é o melhor caminho para um artista que deseja construir uma carreira sólida. Se ele gravar um clipe ao vivo, ajudará muito na sua marca. 

— Para falar com Roberto, ligue para 9850-83616.

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.


 
 
 
 
 
 
 
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