Deborah Secco fala sobre cena de violência em "Segundo Sol": "Que bom ver o papel provocador da arte" - Entretenimento

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Polêmica03/08/2018 | 08h41

Deborah Secco fala sobre cena de violência em "Segundo Sol": "Que bom ver o papel provocador da arte"

Atriz é a vilã Karola no folhetim de João Emanuel Carneiro

Deborah Secco fala sobre cena de violência em "Segundo Sol": "Que bom ver o papel provocador da arte" TV Globo / Reprodução/Reprodução
Foto: TV Globo / Reprodução / Reprodução

Quem acompanha a novela Segundo Sol já conhece a boa bisca que é Karola (Deborah Secco), a vilã que foi capaz de roubar um bebê e criar como se fosse seu filho. Muita gente torce para que ela se dê muito mal, certo? Ainda assim, a violência exibida no capítulo de ontem deixou o público até com peninha da pilantra.

Remy (Vladimir Brichta) descobriu que Valentim (Danilo Mesquita) é filho de Luzia (Giovanna Antonelli) e, com essa preciosa informação nas mãos, fez Karola passar por várias humilhações.

Foto: TV Globo / Reprodução

Entre as cenas mais perturbadoras, aquela que mostra Remy forçando a ex-amante a ir pra cama com ele foi a mais polêmica. Tanto que, horas depois, a atriz Deborah Secco postou um "textão" no Instagram falando sobre a violência, e sobre a necessidade de se abordar esse assunto.

 "Hoje vi pessoas angustiadas com a cena de violência entre Remy e Karola. É violência, sim. É absurdo, sim. É difícil de assistir, sim. Mas o que seria da arte se não fosse a provocação? Se não nos fizesse chorar, rir, nos indignar... ? Pra quem não viu, a cena foi a vilã sendo sexualmente violentada pelo amante. Pode até ter existido quem se divertiu com a dor dela, ter achado que ela merecia, mas a maioria me perguntou se eu tinha enxergado a violência da cena. Claro que enxerguei. Claro que sentimos isso na hora de gravar. Claro que pensamos em quem passa pela situação. Mas que bom! Que bom ver o papel provocador da arte se implementar em forma de indignação. Essa é a nossa função na sociedade. Obrigada, Karola! Obrigada, Vlad (gênio!!!), @mmedicis, Dennis e toda equipe por tornar essa representação possível e cheia de respeito. Retratar a vida é expor as feridas, é colocar a arte a serviço da sociedade. É lutar para que essa indignação seja força para mudar! Sigamos!"

Hoje vi pessoas angustiadas com a cena de violência entre Remy e Karola. É violência, sim. É absurdo, sim. É difícil de assistir, sim. Mas o que seria da arte se não fosse a provocação? Se não nos fizesse chorar, rir, nos indignar... ? Pra quem não viu, a cena foi a vilã sendo sexualmente violentada pelo amante. Pode até ter existido quem se divertiu com a dor dela, ter achado que ela merecia, mas a maioria me perguntou se eu tinha enxergado a violência da cena. Claro que enxerguei. Claro que sentimos isso na hora de gravar. Claro que pensamos em quem passa pela situação. Mas que bom! Que bom ver o papel provocador da arte se implementar em forma de indignação. Essa é a nossa função na sociedade. Obrigada, Karola! Obrigada, Vlad (gênio!!!), @mmedicis , Dennis e toda equipe por tornar essa representação possível e cheia de respeito. Retratar a vida é expor as feridas, é colocar a arte a serviço da sociedade. É lutar para que essa indignação seja força para mudar! Sigamos!

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A grande questão é que, mesmo merecendo pagar por seus crimes, Karola não poderia ter sido vítima de uma violência como esta. Se ela tem contas a acertar, que isso se faça na Justiça, e não pelas mãos de alguém que vale ainda menos do que ela.


 
 
 
 
 
 
 
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