Ícaro Silva agradece após escapar de tiroteio: "Feliz por não ter morrido" - Entretenimento

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No Instagram06/09/2018 | 07h42Atualizada em 06/09/2018 | 07h42

Ícaro Silva agradece após escapar de tiroteio: "Feliz por não ter morrido"

Ator de novelas da Globo ficou ferido com estilhaças de uma bala, na manhã de quarta-feira

Ícaro Silva agradece após escapar de tiroteio: "Feliz por não ter morrido" Reprodução / Instagram/Instagram
Foto: Reprodução / Instagram / Instagram

Nas primeiras horas de quarta-feira (5), o ator Ícaro Silva passou por uma situação tensa na zona sul do Rio de Janeiro (RJ). Por volta das 5h, o artista dirigia seu carro dentro de um túnel nas proximidades da Favela da Rocinha e, ao ouvir gritos, acelerou o veículo, que acabou sendo atingido por tiros. Os estilhaços da bala feriram seu braço esquerdo. 

Em publicação no Instagram, horas depois do ocorrido, Ícaro relata que foi parado em uma blitz, mas liberado logo em seguida mesmo após estranhar o comportamento dos militares. "O nível de stress dele (do policial) era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra", conta, em um trecho.

Na saída do túnel, o carro foi golpeado por tiros e, mesmo com o braço ferido, Ícaro conseguiu dirigir até um hospital na região. Nas redes sociais, agradeceu por estar bem.

"Estou muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. (...) Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar", finaliza.


Veja o post na íntegra 

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Queridos amigos, amores, seguidores e parceiros, eu estou bem! Hoje mais cedo, ao sair do túnel Zuzu Angel voltando para a Barra, me vi em meio a uma violenta confusão que até agora não sei se era uma blitz, um tiroteio ou uma dessas operações de guerra infelizmente tão habituais na nossa cidade. Viaturas, policiais com fuzis na mão e aquele medo súbito que o carioca conhece tão bem. Um policial me pediu para reduzir e eu obedeci. Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra. Quando eu voltava a acelerar e antes de entender o que estava acontecendo, um estampido no meu carro me congelou. “Isso é um tiro?” Os próximos vários confirmaram que sim. Abaixei a cabeça e enfiei o pé no acelerador como se tudo no mundo fosse tiro e pedal. Enquanto meu pé e meu coração aceleravam, minha sensação física era de “não precisa ser assim”. De fato, não precisa. Acelerei sem fim até me ver longe dali, o corpo em choque, a cabeça caçando sentido, como se houvesse algum nessa barbárie cotidiana que é o Rio, minhas mãos trêmulas. Só depois de respirar fundo percebi o buraco de bala no para-brisa do meu carro e minha blusa molhada. “Meu Deus. Eu levei um tiro?” Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente. Eu to legal. To muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. Muito obrigado por todas as mensagens, to mais solicitado que no meu aniversário, rs. Vocês são lindos, são lindos demais. Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar.

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