Marcos Pasquim revela que teve distúrbio psiquiátrico: "Tive medo de morrer" - Entretenimento

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Agorafobia06/09/2018 | 07h59

Marcos Pasquim revela que teve distúrbio psiquiátrico: "Tive medo de morrer"

Ator da Globo confessa que conviveu com a doença por quatro anos

Marcos Pasquim revela que teve distúrbio psiquiátrico: "Tive medo de morrer" Reprodução / Instagram/Instagram
Foto: Reprodução / Instagram / Instagram

O medo de frequentar lugares que possam causar pânico foi um dos distúrbios psiquiátricos vividos pelo ator Marcos Pasquim, da Rede Globo. Em entrevista ao colunista Daniel Castro, o galã das novelas confessou que lidou com a agorafobia entre 2002 e 2006, e que a primeira crise ocorreu durante as  gravações da minissérie O Quinto dos Infernos:

 — Eu estava no banho e, de repente, sem mais nem menos, meu coração disparou. Tive uma taquicardia muito forte e pensei: 'Meu Deus, vou morrer' (...) Tive medo de morrer e até perdi o libido — revela, em entrevista ao Notícias da TV.

O ator, agora com 49 anos, fala que precisou se deitar e, sem sucesso, foi à varanda de seu apartamento de frente para o mar no Rio de Janeiro e contou quantas ondas quebravam na praia. 

Em outro momento, em um voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, ele precisou até sair da poltrona em que sentava para diminuir a adrenalina. O intérprete de Marino em O Tempo Não Para acreditou que melhoraria se pudesse ficar pulando dentro do banheiro, conforme recomendações médicas:

—  Acho que as pessoas imaginaram naquele momento que eu havia me drogado, mas eu estava tendo um ataque da doença — relembra.

 Ao chegar na capital fluminense, Pasquim ajustou a sua medicação para o distúrbio. Após quatro anos seguindo o tratamento, conseguiu fazer a chamada "desmamada", em que a pessoa consegue retirar o remédio da rotina. 

— Tomava duas cápsulas de remédio por dia, passei a tomar uma, depois meia, depois meia dia sim, dia não, até que parei.

Já se passaram 12 anos sem os ataques e com alta médica. Mesmo assim, ele conta que evita andar de montanha-russa, por exemplo, para não ter uma nova crise.

 
 
 
 
 
 
 
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