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Estrelas da Periferia09/10/2018 | 08h00Atualizada em 09/10/2018 | 08h34

Dí'Olivie mostra que o rap é pop

Músico experiente, ele começa a trilhar novos rumos, agora em carreira solo

Dí'Olivie mostra que o rap é pop Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Márcio Rodrigo, ou, simplesmente, Dí'Olivie, é um velho conhecido de quem acompanha a cena do hip hop gaúcho. O músico de 40 anos aposta em sua experiência para mostrar ao mundo que o rap merece ultrapassar os espaços da periferia. 

Dí'Olivie teve o primeiro contato com a cultura Hip Hop por volta dos 10 anos, no bairro Cristal, quando percebeu a importância do movimento como elemento transformador da realidade de muitos jovens. Nos anos 1990, ao integrar o grupo U.R.C, chegou a tocar ao lado de nomes consagrados como Racionais MC’s, Thaíde e Sampa Crew. Na década seguinte, como vocalista do Unirevolência, levou a batida brasileira até o outro lado do mundo, em festivais na Espanha e em Barcelona.

Recomeço

Em carreira solo há um ano, Dí’Olivie explica os motivos que o levaram a trilhar este novo caminho:

— A liberdade musical que eu adquiri me fez querer explorar outros ritmos musicais, como jazz e blues, à batida do rap. A ideia não foi de buscar sucesso, mas trabalhar meu lado criativo, acreditar mais em mim, tanto na composição da letra, como no aprendizado de novos instrumentos. 

Esta mistura de sons vem desde a infância e reflete o gosto musical variado de Dí'Olivie. Começou ouvindo sertanejo de raiz, modas de viola, passando pelo rock internacional de Guns N' Roses, o jazz de BB King, o reggae de Bob Marley, até chegar aos precursores do rap no Brasil, como Gabriel, o Pensador e Racionais MC's. Entre os gaúchos, destaca Ultramen e Jota Clip. Cita ainda O Rappa como forte influência em seu som desde o início dos anos 2000. Também é fã de música clássica e acompanha orquestras sinfônicas do mundo inteiro. 

Gabriel, o Pensador é uma das referênciasFoto: Arquivo Pessoal

Os novos rumos já começaram em grande estilo. No início deste ano, Dí'Olivie tocou ao lado dos cubanos do Orishas, referência mundial na cena hip hop.

— Confesso que jamais imaginei que teria este encontro. Foi um marco — lembra ele.

Com os cubanos do OrishasFoto: Arquivo Pessoal


Futuro

Com tantas realizações, em meio aos preparativos do terceiro álbum solo, ele conta o que ainda falta alcançar na carreira:

— O que ainda não consegui acessar são os grandes festivais, para abrir as portas na questão financeira e, assim, levar adiante alguns projetos sociais. 

Mas não para por aí. Dí'Olivie adianta que tem um projeto pessoal importante pela frente:

— Vou fazer o ENEM pra tentar entrar na faculdade de Astrofísica. Quero mostrar para os jovens que o estudo também é caminho.

Pitaco de Quem Entende 

Rodrigo Adams, apresentador do programa #TardeMais da rádio 92, dá sua opinião sobre o som de Dí'Olivie:

— Gosto deste tipo de levada. Vejo uma movimentação no cenário nacional com grupos misturando cada vez mais o acústico da viola com a batida do hip hop. Na gringa, o melhor exemplo disso é o Everlast. O lance é continuar, sujar bastante os tênis nos palcos e fazer barulho na web.

Participe!

— Para participar da nossa seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e um telefone de contato para o e-mail michele.pradella@diariogaucho.com.br.

— Para contatar Dí'Olivie, é só ligar para o telefone 99172-2794.

 
 
 
 
 
 
 
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