Um gaudério na Assembleia - Entretenimento

Versão mobile

 

Piquetchê do DG22/10/2018 | 07h00Atualizada em 22/10/2018 | 07h00

Um gaudério na Assembleia

Nativista Luiz Marenco promete dar novo gás ao parlamento gaúcho a partir de janeiro

Um gaudério na Assembleia Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Eleito deputado estadual pelo PDT com mais de  24 mil votos, o cantor nativista Luiz Marenco diz que a ficha da vitória “ainda não caiu”. Um dos novatos da próxima legislatura da Assembleia Legislativa, Marenco conta que, durante a campanha, “andou bastante pelo Estado”, ao lado de seis amigos que toparam a empreitada.

 Leia outras notícias do Diário Gaúcho 

– Trabalhamos bastante durante a campanha. E consegui reunir companheiros que acreditavam que poderíamos conquistar algo, lutar para que as coisas dessem certo. Mas, claro, eu sabia que estava começando um trabalho diferente, nunca fui político – comenta Marenco, 53 anos, que, em andanças pelo Interior, conversou com o Piquetchê pelo telefone.

Campanha financiada com vaquinha 

Em um momento marcado pela desconfiança e descrença do eleitor junto aos políticos, Marenco faz questão de ressaltar que não usou recursos públicos em sua campanha, e que seus gastos foram ínfimos em relação a outros deputados, tanto eleitos quanto não eleitos. De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral, Marenco gastou cerca de 

R$ 19 mil em sua campanha, bem menos do que outros nomes. 

– Cheguei a esses valores por meio de uma vaquinha entre poucos amigos. Queria mostrar que a gente pode fazer diferente. E consegui – comemora.

Em um cenário diferente por quatro anos

Habituado aos palcos, Marenco, agora, terá de adaptar-se em outro cenário, o da política. No fim de outubro, o músico irá ao prédio da Assembleia Legislativa, no centro da Capital, para conhecer o ambiente que frequentará durante os próximos quatro anos. Marenco, que já havia tentado se eleger para o mesmo cargo em 2014, mas sem sucesso, admite que as diferenças entre os ambientes e cenários são grandes.

– Eu lido com o público, com o sentimento das pessoas, com músicas que falam disso, muitas vezes. As pessoas gostam da minha música, gostam de mim, graças a Deus. Agora, vou lidar com outro público – afirma o músico, de Porto Alegre, que mora em Santana da Boa Vista, sul do Estado, há cerca de 20 anos.

Propostas para cultura e educação

Santana da Boa Vista, aliás, elegeu pela primeira vez um representante para a Assembleia, como destaca Marenco. Quando tomar posse, afirma que pretende usar a experiência no meio cultural em favor dos jovens.  

– Acredito na cultura e na educação, são fundamentais para a formação dos jovens. Com cultura e educação, teremos menos gastos na  segurança pública – acredita o músico.

Ele pretende se aprofundar na Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Segundo ele, a LIC deve ter seus recursos destinados para a cultura feita no Rio Grande do Sul.

– Se o cara quiser trazer um show de um artista que não seja gaúcho, que use outra fonte de financiamento. A LIC é para coisas daqui, para a cultura que é feita aqui, seja ela de que gênero for – completa.

Música e política serão conciliadas

Aos fãs de Marenco – autor de clássicos como Batendo Água – que ficarem com receio de que os palcos sejam trocados pela Assembleia Legislativa, ele faz uma promessa.

– Vou conciliar a música com a política. A música é o meu alimento, faz muito bem para meu interior. Eu não dependo da política para viver, vivo bem, não devo nada para ninguém – completa o músico, que celebrou 30 anos de estrada em 2018.

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros