Amor na terceira idade: os benefícios e o que levar em conta ao começar um relacionamento depois dos 60 anos - Entretenimento

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Lady11/07/2019 | 10h00Atualizada em 11/07/2019 | 10h00

Amor na terceira idade: os benefícios e o que levar em conta ao começar um relacionamento depois dos 60 anos

Confira as dicas de especialistas sobre o tema

Amor na terceira idade: os benefícios e o que levar em conta ao começar um relacionamento depois dos 60 anos João Miguel Júnior/TV Globo/Divulgação
Foto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação

Antero (Ary Fontoura) e Marlene (Suely Franco) viraram o casal sensação de A Dona do Pedaço. Na novela das nove, o advogado e a professora aposentada estão curtindo essa paixão madura, provando que não existe hora certa nem idade para amar. Além disso, romance e prazer podem fazer toda a diferença no bem-estar e na qualidade de vida da terceira idade – segundo o Estatuto do Idoso, são consideradas idosas as pessoas acima de 60 anos. 

Para a intérprete de Marlene, o romance do casal caiu no gosto popular porque subverte a juventude.

– O amor não tem idade. Mas ver que é possível duas pessoas, que já viveram tudo na vida, estarem se redescobrindo no amor enche os corações de esperança – afirmou Suely ao jornal Extra.

Veja dicas de especialistas sobre o tema e sinta-se à vontade para amar e ser amado com liberdade e responsabilidade.

Curta a relação e dê adeus a tabus

Um relacionamento amoroso na terceira idade se mostra muito benéfico para a saúde física e mental. Entenda por quê.

/// Comprovadamente, o envolvimento afetivo reduz os níveis de ansiedade, de depressão e o sentimento de solidão nesta fase. 

/// O estímulo ao convívio social é outro ponto positivo. Aqui, entra muito a questão da parceria. Poucas situações na vida são tão agradáveis como encontrar uma boa companhia para partilhar os prazeres vividos a cada momento.

/// Hoje, dificuldades de ereção e os efeitos da menopausa – que afastavam os idosos do sexo – não são mais barreiras intransponíveis. Medicações específicas para esses problemas fazem com que as pessoas mais velhas se sintam encorajadas a ter relações sexuais.

/// É muito importante deixar claro para o parceiro quais são as limitações e angústias – físicas ou emocionais – que fazem parte da sua vida. Dessa forma, o casal conseguirá estabelecer um convívio honesto e sadio, com base no diálogo e na compreensão.

Porém, alguns cuidados são necessários

Preconceitos em relação à sexualidade, ao corpo e até a falta de compreensão da família podem atrapalhar o namoro. 

/// As escolhas de parceria têm bases diferentes de outros ciclos da vida. Mais maduras, tendem a ser duradouras.

/// Infelizmente, filhos e netos reagem com preconceito ao novo relacionamento porque acham difícil que alguém sinta interesse pelos mais velhos, uma vez que eles já não dão tanta atenção aos pais e avós. Mas o idoso tem condições físicas e mentais de exercer a sua sexualidade como preferir. 

/// Quando o idoso decide engrenar um romance, nem sempre conta com a família. Mas nada de desistir! Diálogo é o caminho para exercer o direito a viver experiências na maturidade.

/// Nem sempre a relação será fácil, pois pode envolver questões emocionais, como ciúme e o temor de que alguém só esteja se aproximando para se aproveitar financeiramente. Cabe ao casal pensar em como harmonizar seus sentimentos e os dos familiares. Se for o caso, medidas jurídicas podem ser consideradas e analisadas para proteger ambas as partes.

/// Sexo: muitos começaram sua vida sexual em uma época em que pouco se falava sobre aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Não têm o hábito do preservativo, que é vital para a saúde da relação!

/// Na transa, nada de ficar restrito à penetração (que pode variar conforme a medicação ou o esforço). Redescubra o tesão a partir do toque e do carinho. Conheça seu próprio corpo e suas emoções. Uma consulta ao ginecologista, ao geriatra ou ao psicólogo pode auxiliá-los.

Fontes: Geraldine Alves dos Santos, professora do curso de Psicologia da Feevale, e Lúcia Pesca, psicóloga e colunista do Falando de Sexo, do Diário Gaúcho.

 
 
 
 
 
 
 
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