"É um Leo que não canta somente o Leo", diz sertanejo, ao lançar primeira música da carreira solo - Entretenimento

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Novos ares23/08/2019 | 11h37Atualizada em 23/08/2019 | 11h37

"É um Leo que não canta somente o Leo", diz sertanejo, ao lançar primeira música da carreira solo

Leo Chaves surpreendeu os fãs, ao gravar primeira faixa da nova fase com Ludmilla

Foi em uma parceria com Ludmilla, com uma canção com arranjo baseado em piano e batidas eletrônicas, de um jeito bem diferente do que os fãs estavam acostumados, que Leo Chaves lançou a primeira canção de sua trajetória solo. O sertanejo, que durante 27 anos fez dupla com o irmão, Victor (eles anunciaram a pausa da dupla em agosto de 2018), surpreendeu os fãs com a escolha da parceira, com a qual gravou Sol da Seis, de um gênero bem distante do sertanejo. Na noite desta quinta-feira, mostrando que sua vida está em um momento de mudanças, ele anunciou a separação da mulher Tatianna Sbrana, com quem estava há 14 anos. 

leo chaves, sertanejo.
Cantor afirma que canta um país multiculturalFoto: Divulgação / Agência O Globo

Nesta entrevista por telefone, Leo (que, agora, usa somente o primeiro nome ao se apresentar), fala, sem papas na língua, de sua nova fase, sobre o desejo de misturar ritmos na carreira solo e afirma que "liberdade é o que expressa seu atual momento". Confira!

Como tu recebeste o retorno das pessoas em relação à parceria com a Ludmilla?

Eu parto da premissa que o mercado quer se surpreender, o mercado pede coisas novas, o ser humano sempre quer se surpreender. Eu sempre busquei o mais ousado, sempre busquei a reinvenção. Essa música é um start (início, em inglês) para um novo caminho, para uma nova jornada. De início, as pessoas ficaram surpresas, o que eu entendo e acho bom. Mas é o início de um outro caminho. O fato de a Ludmilla ser de outro gênero é ótimo, uma mistura muito interessante no mercado atual.

Já tens outras parcerias em mente?

Ainda não, embora acredite que elas venham naturalmente. Desde a pausa na dupla, venho fazendo um laboratório, produzindo várias canções, elas têm um viés diferente. Trago influências diversas, vontade de interpretar estilos que eu não havia cantado. Pode ter certeza, as pessoas vão se surpreender, e isso é muito bom.

Nessa nova fase, tu está misturando todos os gêneros musicais, né?

É um Leo que não canta somente o Leo, é um Leo que canta o país multicultural, um país que, em diversas regiões, cultua estilos musicais diferentes, que compreende diversos personagens, com várias roupas. Eu estarei como um ator no palco, cantando diversos personagens, que, de repente, nem sou eu. Mas, eu vou cantar o povo, vou cantar a massa, vou cantar a realidade do povo brasileiro, que é multicultural.

Essa música (Sol das Seis) tem muita mistura, mostra teu outro lado...

Essa canção traz uma mistura de (música) eletrônica com piano clássico, ela veio com esse pop moderno. Esse pop moderno, aliás, utiliza muito os elementos do eletrônico, em qualquer esfera. Então, eu trouxe essa linguagem para o que eu faço hoje, não era algo que Victor & Leo faziam com que frequência, mas, obviamente, sem perder a essência. Porque Victor & Leo também cantavam o romântico, a musica sertaneja propõe o romantismo. Acho importante você se reinventar, buscando novas caras, mas mantendo a sua essência, que é insubstituível.

E tu segues no sertanejo ou estás aberto a mudar de gênero?

Rapaz, eu não saio do sertanejo nem se eu quiser, nem se eu decidir (risos). Tá no meu sangue, na minha veia, faz parte da minha vida, da minha essência, do meu coração. Quando "tô" na fazenda, nos lugares, eu ouço sertanejo, me emociono até hoje. Minha formação, meu embasamento principal, até hoje, é sertanejo. O sertanejo é uma música que fala de forró, que "canta" pop, que "canta" romântico, versátil. É uma música que é espelhada na versatilidade.

E como conciliar tua carreira solo com a faceta de palestrante?

Seguirei fazendo palestras, até porque entendo que ter entrado no mercado de palestras, me "custou" muito. Recebi muitos "nãos", que me estimularam para enfrentar esse desafio de entrar no mercado de palestrantes, que é completamente diferente da música. Ali, se você não levar um conteúdo de alta performance comportamental, seja em vendas ou com alto poder de superação, não vai adiante.  Não adianta subir no palco para falar dos shows que você fez ou das suas conquistas, as pessoas não querem saber disso. Elas querem saber como podem se transformar a partir do que você fala. Eu quero continuar dando palestras, me reinventando, me descobrindo, buscando minha melhor versão como palestrante, pois faz parte de um propósito maior, de transformar pessoas, de fazer sentido para o outro. Mas a música é meu carro-chefe, estou produzindo muita coisa, estou com um show novo, cantando de tudo.

Tudo tipo...

Canto músicas atuais, não só as minhas, Zé Neto & Cristiano, Marília Mendonça, Xand Avião, canto forrós, pop, rock, Cazuza (1958 - 1990), Lulu Santos, até Roberto Carlos, música sertaneja raiz, com meus arranjos, e Victor & Leo, claro, com a minha cara.

Essa nova fase poderia ser definida como liberdade?

A liberdade expressa bem o que sinto hoje nos palcos, mas sempre marcada por uma saudade. Eu olho pro lado e não vejo o violão, não vejo a segunda voz, não vejo o meu irmão. Passei 27 anos ao lado dele, muitas vezes é estranho. Mas eu acho que até mesmo a saudade faz parte desse conjunto, estimula a gente a seguir em frente.

Existe perspectiva de retorno?

Victor & Leo é um livro que ainda não foi finalizado, estamos apenas em mais um capítulo. Não sei quando a gente volta a escrever o livro, mas não terminou. 



 
 
 
 
 
 
 
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