Cantora de Esteio exalta o poder femino e a luta pela igualdade - Entretenimento

Vers?o mobile

 
 

Estrelas da Periferia01/10/2019 | 10h45Atualizada em 01/10/2019 | 10h45

Cantora de Esteio exalta o poder femino e a luta pela igualdade

Gisele Bloete se define em poucas palavras: "Sou uma cantora FEMINISTA, em maiúsculo.

Cantora de Esteio exalta o poder femino e a luta pela igualdade Robinson Estrásulas/Agencia RBS
Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS

A trajetória de Gisele Bloete, 32 anos sempre esteve ligada à música. Filha de gaiteiro, desde criança acompanhava o pai nos shows e em rodas de amigos. Foi aí que veio a decisão:

— Um dia, assistindo ao pai tocar em uma roda de amigos e vendo todas aquelas pessoas admiradas com o seu talento e a sua alegria, decidi que era aquilo que eu queria fazer pro resto da minha vida.

O sonho de criança só começou a tomar forma aos 18 anos, quando ingressou no Conservatório Carlos Gomes, em Esteio, onde mora. As aulas de canto foram pagas com o trabalho em um escritório de manutenção. Paralelo à labuta e ao sonho, Gisele ainda fazia aulas em um curso técnico de mecânica. 

A primeira experiência no palco ocorreu por acaso. Foi quando amigos a convidaram para fazer a voz feminina de sua banda. 

— Um dia, quando me passaram o microfone ali, no público mesmo, pediram que eu subisse ao palco e cantasse mais algumas músicas — recorda.

A partir de então, veio o convite para fazer parte da Banda Emoção, de Igrejinha. Em 2008, também se apresentou no primeiro Carnaval de Clube, em São Francisco de Paula.

Experiências

Foi o que marcou o início de sua carreira. A participação despretensiosa de 2008 foi o pontapé inicial em uma trajetória que, hoje, coleciona vários momentos em grupos — e de estilos variados.

— Cantei na Cia Show4, Musical Caravelle, Banda Áudio 5 e Banda Entre Nós, grupos que realizam eventos corporativos, shows em formaturas, casamentos... Esta foi a minha maior escola, pois aprendi a cantar todos os ritmos, a me transformar naquilo que o show pedia — avalia. 

Gisele também cantou em grupos de música regional, como As Gurias e Gurias Gaúchas. E foi backing vocal da cantora Vane K, entre outros trabalhos ao lado de artistas de renome. 

Com experiência de sobra na bagagem, a garota de Esteio percebeu, em 2015, que era hora de se lançar em voo solo.

— Desde então, comecei a fazer shows acústicos em bares pela minha cidade e a buscar a construção dessa identidade musical — conta.

Para se consolidar, bebeu da fonte de seus grandes ídolos, como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Elis Regina (1945 – 1982), Alcione, IZA, Ana Carolina, Cássia Eller (1962 – 2001) e a francesa Zaz. Mas ela não deixa de lembrar da sua primeira e maior referência:

— Meu maior ídolo é o meu pai, o Gaúcho do Sul. 

A dedicação exclusiva à música não tem sido tarefa fácil, mas Gisele garante que todo o esforço se mostra tão gratificante que não se vê igual em outra profissão. Formada em Processos Gerenciais pela Unilasalle, usa o conhecimento do curso para construir a "empresa Gisele Bloete", como define. Porém, o suporte financeiro ainda vem da participação em outras bandas.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 29/09/2019 - Fotos com a cantora Gisele para a seção Estrelas da Periferia, do Diário Gaúcho. (FOTO: ROBINSON ESTRÁSULAS/AGÊNCIA RBS)
Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS

Conquistas

Depois de tantas batalhas até aqui, ela celebra 2019 como o ano mais marcante. Em agosto, lançou o primeiro single Don’t Touch me, com parceria e produção de André Brasil, já disponível em todas as plataformas digitais. E não para. 

Sua ideia é lançar mais três canções que farão parte de SER, primeiro EP solo da cantora. Na vida e na música, ela tem na ponta da língua o recado que pretende passar ao público.

— A construção desse EP traz a ideia de uma sociedade justa e plural, em que a gente possa ser o que quiser. Ser antes de tudo. Ser o que se é, como se é, como quiser — explica:

— Canto para transformar o mundo em um lugar melhor para todos nós. Trago nas minhas letras a busca por uma sociedade que seja justa e que respeite nós, mulheres. Sou uma cantora FEMINISTA, em maiúsculo. É o que quero trazer nas minhas músicas.

Ver essa foto no Instagram

Ser é a música que dá nome ao meu 1° EP. Ser é a música que desenha toda a minha história. A Construção dessa música foi a mais demorada e complexa de todas e das que eu gosto muito de ver o resultado. Desde a primeira estrutura, sabia que era exatamente ASSIM que queria que ela ficasse. Uma música que fala da alegria de poder ser o que se é. Ser o que quiser ser! A liberdade de escolha, liberdade pra amar, liberdade pra viver, liberdade em se vestir, em se expressar. E, aqui tá a nossa #SER no RADAR TVE. Composição: Gisele Machado Bloete e @AndreBrasilGuita Curta e curta e curta e Compartilhe! <3 @liu_barros_ na Guitarra @eduardomfigueredo na Bateria @eduardobritos No Baixo #SejaOQueVocêQuiser

Uma publicação compartilhada por Gisele Bloete Oficial (@giselebloete) em

Pitaco de Quem Entende 

Rafa, do Rafuagi, exalta o talento da nossa estrela:

– Gisele é uma cantora da resistência! Tem uma sonoridade forte e uma letra reflexiva, mas que, ao mesmo tempo, traz a leveza necessária para quem é da luta seguir na luta. Conheço, admiro e respeito muito a minha conterrânea de Esteio.

AQUI, O ESPAÇO É TODO SEU

— Para falar com Gisele Bloete, ligue para 99826-7198

— Se quiser participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros