Diversidade, influências variadas e rock alternativo: conheça a Fúlsia - Entretenimento

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Estrelas da Periferia22/10/2019 | 07h00Atualizada em 22/10/2019 | 07h00

Diversidade, influências variadas e rock alternativo: conheça a Fúlsia

Banda de rock alternativo de Alvorada tem mulherada forte na formação e já lançou um EP com faixas autorais.

Diversidade, influências variadas e rock alternativo: conheça a Fúlsia Omar Freitas/Agencia RBS
Fúlsia investe no rock alternativo Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Da parceria no grupo de teatro da escola Gentil Viegas Cardoso, no Jardim Algarve, em Alvorada, surgiu, em 2014, a Fúlsia. Na época, Mateus Calactuze (vocal, hoje com 21 anos) atuava, e Arão Rozuary (guitarra solo, 20 anos) tocava violão no local. Dali para formar a banda de rock alternativo, foi um passo. Essa história lembra a de vários grupos de rock por esse Brasil afora, não fosse o diferencial que, ainda no ano da sua fundação, entrou na Fúlsia Paula Rey (bateria, 22 anos).

— Sabemos que é raro mulher no meio do rock, ainda mais, tocando bateria. Quando eu entrei na banda, nem foi algo pensado, de ter mulher no grupo, aquela coisa. Os guris gostaram da minha musicalidade. Mas a gente sabe que isso nos diferencia, pois a gente precisa dessa representatividade — explica Paula.

Como é uma banda formada por gente jovem, de cabeça aberta, livre de rótulos e preconceito, em 2018, a Fúlsia acolheu Thainara Farias (baixista, 23 anos), namorada de Paula. Segundo a baterista, a diversidade que a turma prega não está somente nas letras, mas na maneira de pensar a banda, a música e a vida como um todo.

— A gente preza muito pela diversidade, não só nas nossas letras. Não faria sentido não ter mulher na banda. Temos homem, mulher, negro, héteros, homossexuais. Essa é a nossa cara, e isso reflete muito no nosso som — pontua Paula sobre a proposta da turma.

Influências

A diversidade a que se refere também está muito presente nas influências de cada integrante. Enquanto Arão é fã de grupos de rock mais clássico, aqueles renomados dos anos 70, como Beatles, Paula tem uma pegada mais voltada para o rock nacional, tendo como principal influência  Legião Urbana. 

— Gostamos de ter muita brasilidade nas nossas músicas. Acredito que a Legião tenha sido nossa maior inspiração no começo. E também bebemos em fontes atuais, como Anavitória, que vão mais para o lado da MPB — afirma.

Atualmente, a agenda da banda de Alvorada se divide entre eventos na Cidade Baixa, como a já tradicional feira La Movida, e shows em bares, no mesmo bairro boêmio.  No repertório, estão canções do primeiro EP, Ultrassom, lançado em 2018, com quatro faixas: Kahoa Hea (que tem clipe), Raio de Sol, Dois Lados e Nuvens de Prata.

— Esse disco tem tudo que a banda mistura: samba, ska (ritmo que nasceu na Jamaica, tem elementos caribenhos e norte-americanos, como jazz), metal, reggae, jazz, blues e funk carioca). E o que mais aparecer, sempre mostrando nossa brasilidade, com composições em português — diz Paula.  

Ainda integra a Fúlsia Vitor Soares, 22 anos, que toca guitarra base no grupo.


Pitaco de Quem Entende

 Vanessa Uflacker, da dupla com Claus, fala sobre o som dos roqueiros: 

vanessa uflacker, foto atualizada.
Vanessa dá dicas para a gurizadaFoto: Vitória Martins / Divulgação

— Eles têm uma pegada Nação Zumbi, os meninos são novos, têm bastante pra evoluir. O legal é que, na banda, impera um estilo diferenciado.

Aqui, o espaço é todo seu

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Se quiser falar com a banda, ligue para 9825-73401. 


 
 
 
 
 
 
 
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