"Filhos da Pátria": ambientada nos anos 1930, segunda temporada traz família Bulhosa ainda mais ácida - Entretenimento

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Novos tempos08/10/2019 | 08h18

"Filhos da Pátria": ambientada nos anos 1930, segunda temporada traz família Bulhosa ainda mais ácida

Série criada e dirigida por Bruno Mazzeo coloca personagens no meio da revolução política capitaneada por Getúlio Vargas

"Filhos da Pátria": ambientada nos anos 1930, segunda temporada traz família Bulhosa ainda mais ácida Paulo Belote/TV Globo,Divulgação
Família Bulhosa: Geraldo (Alexandre Nero), Maria Teresa (Fernanda Torres), Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux) Foto: Paulo Belote / TV Globo,Divulgação

Manter a essência de cada integrante de uma família cheia de personalidade levando-a para um período histórico diferente é um dos méritos de Bruno Mazzeo, que assina o texto da segunda temporada de Filhos da Pátria, que estreia nesta terça-feira (8), às 22h18min, na RBS TV. O primeiro episódio está disponível na plataforma Globoplay desde a semana passada.

Se antes as emoções do casal Geraldo (Alexandre Nero) e Maria Teresa (Fernanda Torres), e seus filhos, Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), eram ambientadas no Brasil de 1822, quando o país recém havia conquistado a independência, a nova fase do seriado se passa em 1930, quando um sentimento de esperança dita o tom da história. A chegada e a difusão do rádio, a industrialização e a revolução política capitaneada por Getúlio Vargas permeiam a história.

Logo no primeiro capítulo, uma das características mais marcantes de Filhos da Pátria - seu humor ácido e crítico - segue como carro-chefe nos diálogos. A filha Catarina, por exemplo, retorna mais liberta e feminista, após um período de estudos em São Paulo. De volta ao Rio de Janeiro, ela encara os preconceitos contra a mulher no dia a dia. Ao mesmo tempo, o seu irmão, o inconsequente Geraldinho, busca conquistar garotas e se torna fã de um movimento contra o sistema e a ordem social.

Orgulho nacional

Em casa, as preocupações são bem diferentes. Após ter se firmado como um funcionário público sem expressão do Palácio do Catete, Geraldo sente que o sistema muda com a revolução de Vargas, obrigando-o a abandonar princípios éticos para se manter no trabalho. Essa postura vai de encontro à atitude de sua mulher Maria Teresa, deslumbrada com os militares gaúchos, que vira uma admiradora fanática das mudanças no país. Até o chimarrão adota em casa para enaltecer o novo presidente.

Mesmo se passando em 1930, a grande sacada de Filhos da Pátria é se apropriar de elementos do século XXI. Frases de políticos, como de Jair Bolsonaro e Damares Alves ("Meninos usam azul, meninas usam rosa"), pintam discretamente entre uma cena e outra, encaixando-se exatamente com o contexto da série. A afinação do elenco segue como uma sustentação para a história de Mazzeo, com destaque para Fernanda Torres, vivendo uma mulher caricata com o sonho de pertencer à classe alta.

FILHOS DA PÁTRIA

Todas as terças-feiras, depois de A Dona do Pedaço, RBS TV

 
 
 
 
 
 
 
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