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Estrelas da Periferia03/12/2019 | 07h00Atualizada em 03/12/2019 | 17h26

VÍDEO: Conheça o sambista que se divide entre os palcos e as aulas de música para crianças

Alê Medeiros vem de uma família tradicional do samba e leciona música para pequenos de três escolas

VÍDEO: Conheça o sambista que se divide entre os palcos e as aulas de música para crianças Marco Favero/Agencia RBS
Alê é filho de um grande nome do Bambas, Jorge Ramos Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Criado em ambientes que tocam samba, Alexandre Medeiros Ramos não poderia seguir outro caminho que não o da música.  Alê Medeiros, 48 anos, é filho de Jorge Ramos, um dos fundadores do conjunto Bossa Samba Show, compositor e ex-diretor de harmonia dos Bambas da Orgia. Ele começou a trilhar sua história na música em 2006. À época, trabalhava em uma rádio comunitária, no bairro Glória, na zona leste da Capital. 

— Naquele ano, teve uma oficina de música lá. E o cara que iria cantar não foi. Me perguntaram se eu cantava. Cantei algumas músicas, os caras me perguntaram se eu não nunca tinha pensado em seguir carreira. Depois, pensei mais seriamente na hipótese — relembra Alê.

Morador do bairro Teresópolis, na Zona Sul, hoje ele investe no samba-rock. 

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Aluno aplicado

Dali em diante, foi construindo sua história no mundo carnavalesco como integrante de grupos de apoio dos carros de som de agremiações como a tribo Os Comanches, uma das mais tradicionais do Carnaval. E virou intérprete de Os Filhos da Candinha. Até que cogitou estudar a fundo.

— Como eu não entendia muita coisa, estava sempre perguntando tudo para muita gente. Queria aprender muito. Até que uns amigos começaram a me estimular, botaram pilha para que eu fizesse vestibular de Música — conta.

Em 2014, Alê ingressou no curso de Licenciatura em Música, no Ipa e se formou em 2018. Passou a dar aulas de maneira voluntária para crianças, de zero a sete anos, na creche Boa Esperança, no bairro Teresópolis. Foi assim que os seus dois filhos, Welington, 11 anos, e Luiza, sete, viraram seus alunos. 

— Dar aulas para as crianças é muito legal. Eu invisto no ensino da musicalização para que eles entendam o tempo da música, tenham afinidade com o ritmo — explica.

Coração dividido

Com o sucesso como professor, foi contratado pela direção da creche Boa Esperança e também começou a dar aula de música em outra instituição: o Cerepal, na zona Norte da Capital. Lá, trabalha com crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência e com paralisia cerebral. 

Para completar, Alê também dá aula de música na creche Criança Feliz, no bairro Cascata, na zona leste de Porto Alegre. 

— É uma experiência sensacional trabalhar com esse tipo de aluno. Uma vez, a diretora do Cerepal me disse: "Alê, se um aluno teu levantar um dedo (enquanto ele dá aula), o teu ano já está ganho — comenta o artista e professor, emocionado.

Ao mesmo tempo que passa seu conhecimento para os pequenos, ele investe na carreira solo. Por coincidência, uma de suas músicas de trabalho é, justamente, uma composição de seu pai. Chora se Quiser fez sucesso no Carnaval de Canoas. Mas nunca havia sido gravada. Agora, integra o seu primeiro EP, lançado em maio deste ano.

— Foi uma coincidência muito legal. Quero seguir no palco com o público, fazendo shows. Mas também quero levar alegria para as crianças. Quero seguir dando aula, é uma experiência única — afirma Alê.


Pitaco 

Guto Paulista, do Samba Tri, fala sobre o som de Alê Medeiros:

—  Muito boa a canção, melodia diferenciada e harmonia rica em divisões. Ele tem um suingue e um balanço que nos faz lembrar grandes mestres da música, como Pau Brasil e Swinga Brasil.

— Para falar com Alê, ligue para 99846-6150.

Aqui, o espaço é seu

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.


 
 
 
 
 
 
 
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