Isis Valverde sobre culpa materna: "Existe um filho, mas existe uma mulher também" - Entretenimento

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Desabafo29/05/2020 | 11h43Atualizada em 29/05/2020 | 11h43

Isis Valverde sobre culpa materna: "Existe um filho, mas existe uma mulher também"

Atriz, mãe do pequeno Rael, de um ano, relatou ter sido muito julgada no início da maternidade

Isis Valverde sobre culpa materna: "Existe um filho, mas existe uma mulher também" Isis Valverde Instagram / Reprodução/Reprodução
Isis Valverde falou sobre julgamentos após a maternidade: "Era crítica atrás de crítica" Foto: Isis Valverde Instagram / Reprodução / Reprodução

Nesta terça-feira (26), a atriz Isis Valverde participou de uma live com a jornalista e colunista de Donna Mônica Salgado no Instagram. No bate-papo virtual, as duas debateram os julgamentos que surgem em paralelo com a maternidade. Isis, que é mãe do pequeno Rael, de um ano, relatou ter sido muito criticada na internet.

— Eu tirava uma foto na piscina e as pessoas me julgavam. Diziam que era a babá que criava o meu filho. E eu tive baby blues — desabafou ela, referindo-se ao período em que a mulher enfrenta tristezas e inseguranças profundas causadas pelos hormônios do pós-parto.

Ao longo da conversa, a atriz também reforçou a importância da mulher ter uma vida independente do filho.

— Existe um filho? Existe. Mas existe uma mulher também. Eu amamentei meu filho exclusivamente por seis meses, me dediquei... Mas era crítica atrás de crítica. Você imagina uma mulher que não tem a rede de apoio que eu tenho! Minha mãe e meu marido rearrumavam a minha cabeça. No início da maternidade, eu senti muita agressão a mim. Eu ficava pensando em outras mães. Pessoas que se sentem mal porque foram tomar um açaí com o marido. E aí por isso se sentem péssimas — disse ela.

Mesmo com esse pensamento, Isis confessou ter se sentindo muito culpada na primeira vez em que viajou sem o filho.

— Primeira viagem que fiz e fiquei sem meu filho parecia que eu estava pecando. Ficava chorando com os peitos cheios de leite. Ele já estava com seis meses... Eu olhava para o meu peito e chorava, explodia de leite. Foi horrível! Foi uma cena de que eu nunca mais vou me esquecer. O que mais me marcou foi essa descoberta da nova forma de transitar pelo mundo tendo um filho — contou.

Ela ainda pontuou como cada mulher viva a maternidade de uma forma diferente, e que não há problema algum nisso.

— A gente tem que aceitar a maternidade singular. Você não pode querer que a outra mulher seja a mãe que você é. Tem gente que é feliz sendo só mãe, não se importa de não trabalhar fora. Tenho amigas assim e tudo bem — concluiu.

 
 
 
 
 
 
 
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