Luiza Brunet sobre violência doméstica: "Se mete a colher, sim" - Entretenimento

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Atenção para o assunto21/05/2020 | 11h07Atualizada em 21/05/2020 | 11h07

Luiza Brunet sobre violência doméstica: "Se mete a colher, sim"

Empresária conversou com a colunista Carolina Bahia sobre o crescente número de feminicídios durante o período de distanciamento social

Luiza Brunet sobre violência doméstica: "Se mete a colher, sim" Luiza Brunet Instagram / Reprodução/Reprodução
Foto: Luiza Brunet Instagram / Reprodução / Reprodução

Nesta terça-feira (19), a atriz, empresária e ex-modelo Luiza Brunet conversou com a colunista Carolina Bahia sobre o seu ativismo no combate à violência doméstica e o crescente número de feminicídios durante o período de distanciamento social que ocorre por conta da pandemia de coronavírus

Durante o bate-papo, transmitido ao vivo no canal do Youtube da GaúchaZH, as duas levantaram tópicos importantes sobre o assunto. Ao mencionar que as denúncias de violência contra a mulher cresceram 35% neste período, Luiza destacou que esse número é pouco, se considerar a subnotificação dos casos. Em seguida, explicou a evolução das agressões.

— Começa pela violência psicológica, que deixa a mulher totalmente abalada emocionalmente. Depois vem a moral, a patrimonial, a sexual, a física e, por último, o feminicídio.

A empresária afirmou acreditar que a melhor forma de combater este tipo de violência, diferente por ser uma questão cultural, é pela educação.

 — É uma questão comportamental, mas educacional principalmente. A gente precisa fazer movimentos, começando nas escolas, para essa compreensão — disse ela.

Luiza destacou alguns sinais de um relacionamento abusivo, como proibir de falar ao telefone, o uso de certas roupas e o contato com as amigas, e afirmou que tudo pode levar à violência física. Também ressaltou a importância de denunciar as agressões, principalmente em função da medida protetiva, que afasta o agressor da vítima por lei. 

Sobre o silêncio de muitas mulheres frente à violência, a empresária listou como fatores a dependência emocional e financeira, além de desestimulação da família. Como exemplo, citou a apresentadora Hebe, que só relatou a agressão que sofreu pouco antes de morrer.  

— As mulheres têm medo e vergonha muito grandes. Temos que fazer programas como esses para dizer que elas não estão sozinhas — salientou. — Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim.

Luiza, que em 2016 denunciou o caso de agressão que sofreu do ex-companheiro Lírio Parisotto, afirma usar a própria história como uma arma para levantar a bandeira da causa.

— Eu não queria ser mais uma estatística. Na época em que eu fiz minha denúncia, se deu um espaço muito grande na mídia para falar sobre o assunto, romper esse silêncio e não ter vergonha. Passei a usar minha própria história para sensibilizar mulheres.

A empresária, que também relatou ter vindo de um lar violento e ter sofrido abuso sexual na adolescência, disse ter sofrido preconceito ao decidir denunciar o que aconteceu com ela.

— No meu caso, o que me impulsionou a ser quem sou hoje foram exatamente essas críticas vindas tanto do meu agressor quanto de amigas, colegas machistas. Sei exatamente como uma mulher se sente quando é desqualificada, julgada. 

Por viajar o mundo para falar sobre o assunto, Luiza disse ter observado que o comportamento do homem agressor é o mesmo em qualquer lugar, e criticou as leis do nosso país.

— Acho que as leis no Brasil são brandas demais para o agressor, deveriam ser mais pesadas.

No final da conversa, elogiou as mulheres do Estado e deixou um recado.

 — Espero que a gaúchas, que são as mulheres mais bonitas do planeta, se encorajem e saiam de relacionamentos abusivos rapidamente.  

Confira o bate-papo na íntegra:


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Diário Gaúcho
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