Ministério Público arquiva inquérito sobre possível extorsão contra o ex-BBB Diego Alemão - Entretenimento

Versão mobile

 
 

Briga na Justiça26/07/2020 | 12h37Atualizada em 26/07/2020 | 12h37

Ministério Público arquiva inquérito sobre possível extorsão contra o ex-BBB Diego Alemão

Homens teriam exigido o pagamento de R$ 50 mil para evitar que vídeo de prisão do brother fosse divulgado

Ministério Público arquiva inquérito sobre possível extorsão contra o ex-BBB Diego Alemão Instagram/Reprodução
Foto: Instagram / Reprodução
GaúchaZH
GaúchaZH

Um inquérito envolvendo o ex-BBB Diego Alemão foi arquivado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), na quinta-feira (24). O processo investigava a suspeita de três homens terem exigido R$ 50 mil ao brother para que não fossem divulgados vídeos de sua prisão após um acidente de trânsito. As informações são do G1.

A promotora Karla Giovanna da Silva Freitas alegou a ausência de provas da prática de extorsão e associação criminosa dos suspeitos. "A ameaça de supostamente 'expor' a imagem de Diego não restou demonstrada, havendo, tão somente, a palavra da vítima desacompanhada de quaisquer outros elementos de prova", afirmou, no inquérito.

O caso iniciou no dia 18 de abril, quando Alemão foi preso após bater o seu carro em um veículo de um motorista de aplicativo. No acidente, ele teria partido para a briga e um homem teria registrado a cena. No dia seguinte, o ex-brother foi solto após pagar fiança de R$ 7 mil. No dia 22 de maio, a Polícia Civil o indiciou por lesão corporal consumada, ameaça, embriaguez ao volante e desacato.

Daniel Alves, autor do vídeo que mostra a briga e a prisão, e seus advogados Maurício Tesserolli e Walter Fontes foram presos e soltos dias depois ao serem acusados de extorquir dinheiro de Alemão, além de se oferecerem como testemunhas a favor do artista.  Eles tinham sido indiciados no dia 3 de julho pela Polícia Civil.

O delegado Marcelo Magalhães Pereira apontou no inquérito também que houve "uma evidente tentativa de ludibriar a justiça". "De maneira sutil, os advogados, juntamente com seu cliente, deram a entender que caso houvesse o pagamento, não iriam expor ainda mais a outra parte contrária, além de que o cliente, Daniel, passaria a testemunhar a favor de Diego", escreveu ele.

Com isso, o MP-PR alega uma conexão entre o crime de fraude processual por suposta alteração no testemunho de Daniel com o que foi atribuído ao ex-BBB no delito de trânsito. 

"Sendo assim, após a homologação do arquivamento dos crimes de extorsão e associação criminosa por este juízo, pugnamos pela remessa do feito ao juízo de delitos de trânsito onde Diego está sendo processado, para análise da eventual prática do crime de fraude processual", disse o MP.

Defesa

Ao G1, a defesa de Diego Alemão disse que o arquivamento não chega a ser uma declaração de inocência dos acusados, e sim que há a "conclusão da prática de crime de fraude processual, que é comportamento reprovável, ainda mais quando praticado por advogados, que devem privar pela lisura de seus atos e cumprimento das leis". A decisão ainda depende da concordância da Justiça para se produzir efeitos.

Já a defesa de Daniel Alves e Maurício Tesseroli aponta que o parecer reforça a existência de "várias mentiras contadas por pessoas sem qualquer responsabilidade e que buscam fugir de suas responsabilidades". Eles acreditam que os responsáveis serão punidos.

áveis serão punidos.

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros