Acusada de falsificar diagnóstico, Camila Pitanga reafirma que não está com coronavírus - Entretenimento

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Em tratamento contra a malária14/08/2020 | 11h03Atualizada em 14/08/2020 | 11h03

Acusada de falsificar diagnóstico, Camila Pitanga reafirma que não está com coronavírus

Internautas acusam atriz de mentir para poder tomar cloroquina, remédio defendido por Bolsonaro mas sem eficácia comprovada contra a covid-19

Acusada de falsificar diagnóstico, Camila Pitanga reafirma que não está com coronavírus Sofia Paschoal/Divulgação
Foto: Sofia Paschoal / Divulgação
GaúchaZH
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Após revelar, na segunda-feira (10),, que estava com malária, Camila Pitanga foi acusada de falsificar o resultado do seu exame para a covid-19. Embora a atriz tenha dito que testou negativo para a doença, internautas afirmam que a malária seria apenas uma desculpa para a artista utilizar cloroquina.

O medicamento tem sido usado no tratamento da covid-19 no Brasil, embora não haja estudos científicos que comprovem sua eficácia. Publicamente contrária ao governo de Jair Bolsonaro que defende o uso do remédio para tratar a doença  — Camila reafirmou por meio de sua assessoria, conforme a Folha de S. Paulo, que não está com coronavírus.

O laudo médico da atriz afirma que ela e sua filha Antônia contraíram malária durante o isolamento social, em uma zona de Mata Atlântica, no litoral de São Paulo. Ela tem compartilhado em suas redes sociais informações sobre a malária e o tratamento com a cloroquina.  

"Há um protocolo e remédios cientificamente comprovados que tratam a malária. Os médicos são profissionais treinados que receitam o tratamento. Não é achismo, nem ilusão, nem um teste, são fatos, repito, cientificamente comprovados por profissionais competentes em suas áreas de atuação", escreveu em publicação no Instagram.

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Quando a gente pensa em malária, doença transmitida pela picada do mosquito Anopheles, pelo pequeno número de casos aqui no Sudeste, imaginamos que é uma doença rara. Por exemplo, na região de Mata Atlântica em SP, onde eu e minha filha contraímos a doença, ano passado foram registrados apenas 13 casos segundo dados do SINAN. Enquanto isso, na região amazônica, em 2018, foram registrados quase 200 mil novos casos, segundo dados do Ministério da Saúde. É lá que se concentram 99% dos pacientes. Então a malária é sim uma doença que precisa de mais atenção, mais orientações e cuidados, seja por 1, 13 ou por 200 mil casos. Eu amarguei 10 dias de febres e dores até ter uma resposta e iniciar o tratamento e esse é um dos motivos da letalidade, a falta de informações para um diagnóstico rápido e preciso. Esse tratamento pode ser feito no Sistema Unico de Saúde, o SUS. Há um protocolo e remédios cientificamente comprovados que tratam a malária. Os médicos são profissionais treinados que receitam o tratamento. Não é achismo, nem ilusão, nem um teste, são fatos, repito, cientificamente comprovados por profissionais competentes em suas áreas de atuação. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, dores de cabeça, sudorese. Há tratamento, mas não há vacina, então a melhor forma de se prevenir quando estiver em área principalmente de Mata Atlântica é usando repelentes, mosquiteiros, roupas que cubram ao máximo a pele e principalmente preservando o meio ambiente. Nós invadimos a casa dos animais silvestres e o resultado são novas e velhas doenças cada vez mais comuns circulando entre os humanos. Leiam, informem-se e cuidem-se. Obrigada @lucianamkg e @clarafreirearaujo por me alertarem sobre a incidência da malária em outras regiões do país. Obrigada ao Dr Jesséé Alves e Dr André Machado por essas informações tão valiosas. E #VivaOSUS #DefendaOSUS

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"Há tratamento, mas não há vacina, então a melhor forma de se prevenir quando estiver em área principalmente de Mata Atlântica é usando repelentes, mosquiteiros, roupas que cubram ao máximo a pele e principalmente preservando o meio ambiente", acrescentou.

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