Conheça três empreendedoras que driblam a crise com criatividade - Entretenimento

Versão mobile

 
 

92 Mais Mulher20/08/2020 | 09h17Atualizada em 20/08/2020 | 09h17

Conheça três empreendedoras que driblam a crise com criatividade

Mesmo em tempos de crise, é possível se reinventar e seguir no mercado

Conheça três empreendedoras que driblam a crise com criatividade Instagram / Reprodução/Reprodução
Tati, Victória e Paula não deixaram a peteca cair Foto: Instagram / Reprodução / Reprodução
Mariane Araújo
Mariane Araújo

Em meio à incerteza do cenário atual, sabemos que muitos setores da economia foram prejudicados. Alguns comerciantes fecharam as portas de forma definitiva, mas outros se reinventaram. Como a minha intenção é mostrar histórias inspiradoras por aqui, conversei com três mulheres empreendedoras que, mesmo durante a pandemia, seguem firmes na retomada.

De olho nas redes sociais

Tatiana Padilha
Tati investe na divulgação de produtos e serviços pela webFoto: Instagram / Reprodução

Tatiana Padilha, 40 anos, proprietária da estética Coleraux, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, também enfrenta o abre e fecha do comércio sem parar de pagar pelo aluguel do seu espaço. A estratégia foi investir no contato pelas redes sociais com a clientela:

— Durante o tempo em que fiquei com a estética fechada, enviava mensagens para as minhas clientes e oferecia atendimento em domicílio. Além disso, passei a vender produtos para cabelos. Tudo com muita divulgação nas redes sociais, o que ajudou bastante.

Clientes fiéis

Sobre a retomada, Tati afirma que o momento ainda é bastante complexo.

— Muitas clientes mais maduras não estão saindo de casa. Outras ficaram desempregadas, então, o movimento caiu cerca de 20% a 30% — desabafa a profissional, que acabou perdendo algumas clientes eventuais, aquelas que entravam em seu salão, que funciona no mesmo endereço há dois anos, ao verem as promoções expostas na fachada.

— Quem está me ajudando a manter o meu negócio aberto são as minhas clientes mais antigas, que me conhecem e sabem que sou determinada. Sigo todas as recomendações e tomo todos os cuidados para evitar qualquer tipo de contaminação — finaliza.

Aposta na loja virtual

Victória Cândido
Comércio online seguirá firme, acredita VictóriaFoto: Instagram / Reprodução

Victória Cândido, 22 anos, é proprietária de uma loja de roupas que leva seu nome, em Cachoeirinha, desde 2018. Com a pandemia, precisou mudar de endereço comercial para diminuir o valor do aluguel que pagava. Hoje, trabalha em parceria com a mãe, Sônia, e passou a investir em sua loja virtual. 

— Já existia a vontade de ter uma loja online, estava trabalhando no desenvolvimento do site antes da pandemia. Quando houve a paralização, aceleramos o processo para colocar o site no ar o mais rápido possível — conta.

Cenário promissor

Victória afirma que, em março, com a loja física fechada e o site em processo de finalização, o que possibilitou o pagamento de suas contas foi a produção de máscaras. Agora, o cenário é outro: 90% das vendas são online e, desde junho, estão atendendo somente com horário marcado na loja física para garantir que, após cada atendimento, o local seja higienizado.

— A maioria já se acostumou com o novo formato. Estabelecemos uma relação de confiança por meio das redes sociais. O retorno está sendo bom, estamos migrando para o digital e acreditamos que, mesmo depois da pandemia, o online seguirá com força. Será um novo hábito! — aposta.

Do limão à limonada

Paula Weiss
Paula se reinventou para manter os ganhosFoto: Instagram / Reprodução

Paula Weiss, 40 anos, proprietária da Confetti Festas, loja especializada em locação e venda de artigos para decoração, trabalha com eventos há 10 anos. Ela mora em Gravataí, mas abriu o espaço comercial em Novo Hamburgo em dezembro de 2019.

— Quando abrimos, imaginei que precisaria de fôlego para aguentar janeiro e fevereiro, pois são meses de férias. Imaginamos que o negócio ganharia força em março — explica. 

Ideia inovadora

No entanto, o faturamento dos dois primeiros meses do ano superou suas expectativas. Porém, em março, foi obrigada a fechar as portas em função da pandemia.

No dia 24 de março, Paula comemorou seu aniversário sozinha. Mas, no final do dia, uma amiga foi até o portão de sua casa e a surpreendeu com um bolo, proporcionando um momento lindo, que, rapidamente, a fez ter uma brilhante ideia para o seu negócio. Foi aí que surgiu o Festa na Caixa. 

— Criamos combos com artigos da loja (cestas com velas, balões, doces e bolos – estes feitos em parceria com confeitarias) para que as pessoas não deixem de fazer comemorações em casa. Foi um sucesso. A loja se tornou mais conhecida, e passamos a trabalhar de domingo a domingo — comemora.

Paula acredita que, mesmo com as regras de flexibilização do comércio, a venda online veio para ficar.

Dicas para empreender

Lívia Paim, professora dos cursos técnicos da área de Gestão & Negócios do Senac-RS, dá dicas para quem deseja se destacar no mercado mesmo durante a pandemia.

1) Defina o produto/serviço

— Pesquise e verifique a concorrência e o interesse dos clientes em adquirir o que você vai oferecer. Avalie o custo e o quanto estão dispostos a investir.

2) Organize-se

— Produção, distribuição e avaliação do cliente são os três pilares da organização. Você tem a chance para entregar o que prometeu no prazo e ainda surpreender o cliente.

3) Tenha um bom relacionamento com o cliente

— Utilize as redes sociais, publique, comente, compartilhe e procure interagir sempre com o seu cliente. 

4) Seja acessível

— Quanto mais recursos utilizar para que as pessoas possam encontrá-lo, maior será sua captação de clientes. 

5) Inove sempre

— Invista em promoções, descontos e novidades. 

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros