Michele Vaz Pradella: Tramas secundárias que mereciam protagonismo - Entretenimento

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Noveleiros31/10/2020 | 10h00Atualizada em 31/10/2020 | 10h00

Michele Vaz Pradella: Tramas secundárias que mereciam protagonismo

Rivalidade de Dionísio e Samuel, em "Flor do Caribe", poderia ter sido melhor explorada

Michele Vaz Pradella: Tramas secundárias que mereciam protagonismo TV Globo / Divulgação/Divulgação
Samuel e Dionísio (D) roubaram a cena em "Flor do Caribe" Foto: TV Globo / Divulgação / Divulgação

As novelas passaram por diversas mudanças ao longo das décadas. Uma transformação importante foi o fato de autores deixarem de centrar as histórias apenas nos protagonistas. Núcleos secundários são tão ou mais atraentes do que os principais e, não raro, chegam a roubar a cena.

Em Flor do Caribe (2013) a rivalidade de Dionísio (Sérgio Mamberti) e Samuel (Juca de Oliveira) é quase uma novela à parte. De um lado, o carrasco nazista. De outro, um judeu que vive cheio de traumas do passado. Não fosse uma novela das 18h, a trama dessa dupla teria sido melhor explorada por Walther Negrão. Mas, aqui, cabe o respeito ao horário, solar demais para um drama tão obscuro.

Questões delicadas

Nonato (Silvero Pereira) , a força do querer
Nonato e Elis: duas identidades singularesFoto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação

Na novela A Força do Querer (2017), os dramas envolvendo personagens da comunidade LGBT+ são um acerto de Gloria Perez. Com uma abordagem sutil mas, ao mesmo tempo, intensa, a autora conta histórias como a de Nonato/Elis (Silvero Pereira), dividido entre duas identidades tão singulares. A transição de gênero de Ivana (Carol Duarte), que aos poucos adotou sua real condição de Ivan, levanta questões importantes sobre pessoas transexuais. A força de tantos outros personagens que orbitam em torno dos núcleos principais é um feito e tanto, poucas vezes visto em horário nobre.

 
 
 
 
 
 
 
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