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Em  entrevista

Angélica conta como foi enfrentar a menopausa precoce: "Não temos de sofrer com isso"

Questão afeta cerca de 3% das mulheres. Médica explica que, quando menopausa chega antes dos 40 sem causa aparente, costuma-se identificar o processo como Falência Ovariana Precoce (FOP)

10/11/2020 - 09h19min


Angélica Instagram / Reprodução
"A gente não tem que sofrer com isso", disparou Angélica sobre menopausa precoce

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (9), a apresentadora Angélica, de 46 anos, falou sobre a experiência de ter enfrentado a menopausa precoce, questão que afeta cerca de 3% das mulheres.

— O que descobri vivendo este momento foi que as pessoas não falam muito desse período da mulher e, quando falam, acham que é o fim. E não é. Na verdade, o que descobri é que é normal e que você tem formas de viver muito bem. Porque existem formas de driblar os sintomas. Acho importante a mulher saber que a vida pode ser maravilhosa depois da menopausa. A gente não tem que sofrer com isso — afirmou.

Como explicou a ginecologista e obstetra Erica Mantelli em entrevista a GZH, quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos, sem uma causa aparente, costuma-se identificar o processo como Falência Ovariana Precoce (FOP). Normalmente, as mulheres nascem com um número de óvulos pré-determinados que são suficientes para que ovulem da puberdade até próximo aos 50 anos. Na menopausa precoce, os ovários deixam de funcionar adequadamente ainda numa idade jovem, disse a médica. 

Nestes casos, a menstruação desaparece ou vem em quantidade mínima ou esporádica. Em algumas situações, a menopausa precoce pode ser decorrente de tratamentos como quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana, tabagismo e algumas doenças infecciosas (malária, varicela e caxumba). 

Os principais sintomas são ondas de calor, irregularidade menstrual, insônia, irritabilidade persistente, ressecamento vaginal, alterações na pele e cabelo, aumento de peso e suores noturnos. Alguns hábitos, como praticar exercícios físicos, dormir um número suficiente de horas, aumentar o consumo de água e evitar bebidas alcoólicas, cafés e refrigerantes, podem aliviar os sintomas.

Confirmado o diagnóstico, um dos tratamentos é a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Ela é imprescindível nos casos de menopausa de origem cirúrgica ou provocada por quimioterapia, em virtude da intensidade dos sintomas. Além disso, essas mulheres apresentam um risco maior de desenvolver doenças cardíacas e osteoporose.

Vida após os 40 e mais

Na conversa, Angélica também falou à colunista como tem sido a fase que vive - na carreira e em família.

— É um momento da vida em que você está no meio do caminho. Já teve filhos, os filhos estão maiores. No trabalho, já descobriu do que gosta e do que não gosta. "E aí, a partir de agora, o que eu faço?". São muitos questionamentos dos 40 aos 50 anos — refletiu ela.

Por fim, definiu o período como  "cheio de nuances" mas "maravilhoso ao mesmo tempo".

— É um período, não vou dizer difícil, mas muito cheio de nuances. E é maravilhoso ao mesmo tempo. Porque você já tem segurança para um monte de coisas, já sabe o que quer. Já tem força suficiente, história de vida para viver os próximos 50 muito melhores. Essa coisa da experiência, para mim, é mágica. Ter a experiência de uma mulher de 50 não tem para ninguém, não tem para nenhuma de 25. Então, a gente tem que usar isso a nosso favor — concluiu.


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