Entretenimento



Estrelas da Periferia

Músico do Morro da Cruz sonha em levantar a bandeira do samba

Alex Rodrigues, sambista da zona leste de Porto Alegre, investe na carreira  solo e pretende viver de sua música

15/12/2020 - 09h16min


Michele Vaz Pradella
Michele Vaz Pradella
Enviar E-mail
Facebook / Reprodução
"Dona do Ouro" é a primeira canção autoral

Saudade de uma roda de samba, né, meu filho? Alexsandro Rodrigues não vê a hora de passar a pandemia para animar a galera com o seu som. Enquanto o momento não chega, ele se dedica à divulgação da primeira música de trabalho, Dona do Ouro.

Aos 28 anos, o músico nascido e criado no Morro da Cruz, zona leste de Porto Alegre, tem bastante experiência na música. Já fez parte dos grupos Mamãe Sambô e Alô Confraria. 

Dedicação

Agora, o desafio é seguir em voo solo, interrompido por conta da pandemia de coronavírus.

— Infelizmente, a pandemia deu uma atrasada em alguns projetos. Mas o processo de criação continua a todo vapor. Gravamos uma live, que teve um alcance maravilhoso no Facebook. Também, hoje, posso me dedicar mais às composições, focar também no trabalho de estúdio — explica.

A dedicação ao trabalho durante o isolamento social rendeu frutos. Um deles é a faixa Dona do Ouro, uma homenagem para Oxum, orixá que representa a prosperidade. O apego às crenças e às raízes é o que move Alex, que também já escreveu uma música que remete ao lugar onde nasceu e cresceu. "Na subida do morro onde mora o meu samba. A batucada se ouve, e o meu povo se encanta. E esta gente sofrida sabe como levar a vida", diz uma das estrofes de No Morro.

Referências

O amor pelo samba sempre esteve presente na vida do rapaz, que conta vir de uma família bastante musical. Aos sete anos, o guri Alex já empunhava o primeiro cavaquinho. A partir daí, ouviu o chamado da batucada e se inspirou nas referências que já faziam parte do seu dia a dia.

— Eu me criei ouvindo Fundo de Quintal. Também gosto muito da nova geração do samba, como João Martins, Pipa Vieira, Inácio Rios. Hoje em dia, minhas maiores referências são Nego Izolino e Wilson Ney — conta.

Viver de música em tempos de pandemia não está fácil, garante Alex. Mas o sonho que o move ajuda a superar as dificuldades e projetar os seus próximos objetivos:

— Assim que isso tudo passar, primeiramente, quero fazer a festa de lançamento da minha música de trabalho (Dona do Ouro). Planejo ainda a estreia de uma roda de samba semanal, focada no samba autoral gaúcho.

A longo prazo, Alex é modesto e não hesita ao contar sobre seus sonhos:

– Meu sonho não é tão exuberante. Só poder viver da música, que é a minha vida. Levantar a bandeira do samba, ver a galera curtindo a minha música, valorizar o samba de roda, de terreiro.

Pitaco de Quem Entende 

Lelê, do Louca Sedução, curtiu o som do músico:

— O Alex é um sambista nato e de muita qualidade. Se apostar no trabalho autoral, tem um futuro promissor.

Aqui o Espaço é seu!

— Para falar com Alex Rodrigues, ligue para 98410-4852.

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.


MAIS SOBRE

Últimas Notícias