Aposta no samba de raiz e na solidariedade: conheça Demétrius Boêmio - Entretenimento

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Estrelas da Periferia02/02/2021 | 10h41Atualizada em 02/02/2021 | 10h41

Aposta no samba de raiz e na solidariedade: conheça Demétrius Boêmio

Sambista, que hoje mora em Cidreira, defende com unhas e dentes o gênero e pretende criar uma oficina de música no Litoral. 

Aposta no samba de raiz e na solidariedade: conheça Demétrius Boêmio Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Cantor começou a carreira no Morro da Cruz, Zona Leste da Capital Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Na infância, Demétrius Borges da Silva, 36 anos, sonhava em seguir carreira no mundo do samba de raiz. Em casa, no Morro da Cruz, Zona Leste da Capital, a família ouvia clássicos de nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Cartola (1908  - 1980), o que acabou vindo a influenciar a escolha do guri. Para aprender música de verdade, como ele define, Demétrius aos 10 anos, procurou uma das referências de sua região, Luizinho Sete Cordas, maestro que morava na Vila Maria da Conceição, também na Zona Leste.

- Cheguei na casa dele, com um instrumento, e comecei a aprender com ele. Foi um grande professor - lembra Demétrius. 

Aos 16 anos, o jovem talento entrou em uma banda de pagode que tocava suas paixões, samba, pagode e suingue, Assim é o Nosso Jeito, cujo nome de batismo foi dado por ninguém menos que o Pagode do Dorinho. Depois de muitos shows, durante seis anos, a banda acabou se separando, dando espaço para que Demétrius começasse a pensar em sua carreira solo.

- Nessa banda, eu ainda não cantava. E tinha uma questão que era o repertório, que não fechava com tudo que eu pensava em termos de música. Sempre quis fazer samba de raiz - afirma.

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Se virando nos 30

Há cerca de sete anos, ele se rebatizou, virou o Demétrius Boêmio e começou a engrenar sua carreira solo, apostando no samba de raiz. Começou a fazer shows em casas que dão espaço para o gênero, mas sempre encontrando dificuldades, por causa de sua opção pelo gênero.

- Têm muitos contratantes que acham que samba de raiz e pagode é a mesma coisa. E não são. Não tenho nada contra os outros gêneros, pois sou músico, mas meu negócio é samba de raiz, é cantar o samba de enredo, de morro, que é diferente do pagode - explica.

Hoje, morando em Cidreira, no Litoral Norte, Demétrius teve que se virar nos 30 para se manter. Ao mesmo tempo que segue compondo e fazendo lives, o gaúcho faz serviços de pedreiro, em uma equipe de obras para construção civil que ele montou. Uma das parcerias musicais que ele montou no último ano, a canção Inhã, deve ser lançada ainda neste ano.

- É uma homenagem às nossas raízes africanas e ao Carnaval do Rio Grande do Sul, que eu espero que nunca acabe - comenta.

Além da música e dos trabalhos em obras, Demétrius pretende, ainda, montar uma oficina de cavaquinho e violão, instrumentos que são sua especialidade, para dar aulas de graça no Litoral Norte.

- Sempre aprendi música de graça e quero dar para os jovens as mesmas chances que eu tive - afirma. 

Pitaco

Tuty, vocalista do Pyração, fala sobre o som de Demétrius:

- Ele tem uma voz muito forte, excelente vocalista. O samba de raiz precisa de representantes como o Demétrius, baita músico!

Participe da seção!

- Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

- Para falar com Demétrius, ligue para 99926-3472. 

 
 
 
 
 
 
 
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