"Não me sinto uma vilã. Sinto que sou uma pessoa que comete erros", diz Karol Conká - Entretenimento

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Recorde de rejeição01/03/2021 | 11h12Atualizada em 01/03/2021 | 11h12

"Não me sinto uma vilã. Sinto que sou uma pessoa que comete erros", diz Karol Conká

Em entrevista ao "Fantástico", rapper pediu perdão por suas atitudes; mais cedo, ela participou do "Domingão do Faustão"

"Não me sinto uma vilã. Sinto que sou uma pessoa que comete erros", diz Karol Conká Reprodução / Globoplay/Globoplay
Rapper foi eliminada com 99,17% dos votos na última terça-feira Foto: Reprodução / Globoplay / Globoplay
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Eliminada com 99,17% dos votos no Big Brother Brasil 21 na terça-feira (23), Karol Conká diz reconhecer seus erros, e que lhe resta no momento pedir perdão pela maneira como se comportou no reality show. Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (28), a rapper disse que, mesmo assim, não se considera uma pessoa ruim.

— Não me sinto uma vilã. Sinto que eu sou uma pessoa que comete erros, que teve um deslize. A única coisa que eu tenho para dizer é pedir perdão, eu realmente não tive controle — disse.

Questionada se gostaria de fazer amizade com alguém aqui fora, a artista diz que terão pessoas que não vão querer encontrá-la, e ressalta que foi justo ela sair do programa com recorde de rejeição. Apesar disso, disse que nunca imaginou que sua carreira poderia acabar após participar do programa.

— Quantas pessoas não passaram por essa onda de cancelamentos e as carreiras não foram canceladas? Agora acabou o jogo, vamos parar por aqui, deixa ela viver a vida dela. Não ameacei ninguém de morte — apontou.

Quando descobriu que seria eliminada, Karol não chorou. Internautas estranharam o comportamento da cantora, que disse várias vezes para os participantes do programa estar feliz por voltar para casa. Porém, na entrevista, revelou que tenta sempre passar essa imagem de força depois que seu pai morreu, quando tinha cerca de 13 anos:

— Acho que é porque eu vi minha mãe fazendo muito tempo isso. Ou porque a fraqueza está ligada à vulnerabilidade, mas eu não consigo me sentir forte vendo o que eu fiz na casa. Depois que a gente sai e vê as imagens elas são muito perturbadoras. 

A rapper também relembrou o fato de que seu maior sonho quando criança era ser branca para não sofrer com racismo, e pedia isso em cartas ao Papai Noel. No colégio, não tinha acolhimento dos professores ou colegas.

— Tem um momento marcante da professora falar: você não conseguiu resolver essa equação porque você é preta, você nasceu para limpar privadas. E um menino falou: "mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo". E eu vi que era porque dissolvia a cor, eu molhei o dedo e fiquei passando no braço para ver se dava algum efeito — disse.

Karol diz que passou por situações de abuso psicológico, e também reconhece que fez o mesmo dentro da casa.

— Ali é um estouro que me dá, eu falo coisas, eu entro na mente da pessoa para deixar ela mal. É um tipo de abuso psicológico também — afirmou.

Entrevista com Faustão

Mais cedo, Karol Conká participou do programa Domingão do Faustão. A cantora lamentou os ataques que sofreu de parte do público, desabafando com o apresentador.

— Estou chorando em casa, tive crise hoje pela manhã. A gente erra, mas não precisa definhar. Não cometi um erro tão grande a ponto de acabarem com minha trajetória. Quem nunca se excedeu, passou dos limites e pediu perdão no dia seguinte? Estou nesse processo de me perdoar — disse.

Até hoje, ela conta não ter entendido sua decisão de participar do reality show. Ela pontua que pessoas as quais ela conhecia fora da casa não conseguiam mais reconhecer a participante. 

— Fico extremamente chateada, envergonhada ao ver imagens do que fiz lá dentro. Mas tenho pessoas que me acolhem. Se eu pudesse voltar no tempo, teria entrado com um tratamento psiquiátrico antes, porque é nítido que a pessoa está transtornada ali. O meu semblante é outro ali — disse.

Nem ela disse se reconhecer quando vê as imagens do BBB 21. Contudo, garante que o deboche faz parte de sua personalidade.

— Eu não tenho esse tipo de comportamento agressivo nem com meus funcionários, nem com pessoas próximas. É óbvio que tenho meus momentos de ficar nervosa, mas essa Karol que estava lá dentro, não sou eu. Eu realmente tomei doses de noção, doses de vergonha na cara — disse.

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