Rap e selo para ajudar quem está começando: conheça a Rap Subterrâneo - Entretenimento

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Estrelas da Periferia27/04/2021 | 10h31Atualizada em 27/04/2021 | 10h31

Rap e selo para ajudar quem está começando: conheça a Rap Subterrâneo

Grupo de Canoas tem como fundador um entusiasta do gênero e criador de um selo que pretende estimular novos artistas da cidade. 

Rap e selo para ajudar quem está começando: conheça a Rap Subterrâneo Alice Tenório / Divulgação/Divulgação
Grupo surgiu em 2018, em Canoas Foto: Alice Tenório / Divulgação / Divulgação

 Desde 2018 na estrada, o grupo Subterrâneo 12 nasceu do sonho dos integrantes, do bairro Olaria, em Canoas, de tentar ampliar o espaço local para grupos de rap. Criado por Rodner Ruivo, Enrique Dent, Peterson Ruivo, Vagner Ruivo e DIO, músicos que já participavam da cena local da música, mas em outros gêneros, como hardcore, o grupo teve sua origem em eventos típicos do rap, as batalhas.

- Desde 2009, eu já ia nas batalhas. Depois, comecei a organizar com a galera daqui, a Batalha da 12. Além da influência do rap do anos 90, eu tenho uma bagagem da cena punk/hardcore. Antes mesmo de me envolver com rap, já tocava guitarra em algumas bandas de hardcore daqui de Canoas como Desprezo e ódio e Vida Torta - explica Rodner.

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Porém, como boa parte das bandas de periferia, a história da Subterrâneo 12 se divide entre pré e pós-pandemia. 

- Em 2020, com o surgimento da pandemia, e a paralização de todas as batalhas e eventos, resolvemos focar no nosso trabalho e conseguimos ser contemplados nos editais da Lei Aldir Blanc (iniciativa que prevê auxílio financeiro ao setor cultural, prejudicado pela pandemia de coronavírus) e conseguimos arrecadar uma grana para colocar nosso trabalho na rua da melhor forma - explica Rodner. 

Em março deste ano, a banda, após a aprovação no projeto, lançou seu primeiro álbum, com seis faixas, que tem como principal destaque a canção Eu Vim da 12. Aliás, as canções foram produzidas e gravadas no estúdio de DIO, que também atua como produtor musical. 

Já o segundo "braço" do trabalho de Rodner é o lançamento do selo Parada 12, em parceria com Enrique Santos e Wender Zanon. 

- Pensei em uma forma de distribuir as músicas da Subterrâneo 12 e, também, fomentar a cena dos novos artistas da cidade e das pessoas que eu tenho contato aqui na região que ainda não tem som gravado, mas sei que tem talento - explica Rodner. 

Além do lançamento do disco da Subterrâneo 12, Rodner também organizou o lançamento da coletânea Canoas é o Rap, projeto que conta com participação de 10 novos artistas da cidade.  de Canoas. 

- Lançamos um edital na nossa rede social que a galera se inscrevia e mandava o som via google docs. Aí, foram uns 25 inscritos até chegar nesse número de dez artistas. Um dos critérios era que a galera não tivesse lançado o som e também que os artistas participantes deveriam ter menos de cinco anos de atividades no rap. A gente criou o selo para, além de distribuir nossos trabalhos, também poder ajudar essa galera que está começando na cidade. E, através do edital que fomos contemplados (da lei Aldir Blanc), conseguimos levar esses artistas para o estúdio e cada um ganhou R$ 300 pela participação na coletânea - explica. 

Pitaco:

Adriano Brasil fala sobre a banda:

- Excelente trabalho feito pela Subterrâneo. Rap forte e consistente. E a iniciativa do Rodner de criar um selo, é digna de muitos elogios. 

Aqui, o trabalho é todo seu

- Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

- Para falar com a banda, ligue para 99265-0230.

 
 
 
 
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