Morre o ator e comediante Paulo Gustavo, aos 42 anos, vítima da covid-19   - Entretenimento

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Despedida05/05/2021 | 09h50Atualizada em 05/05/2021 | 09h51

Morre o ator e comediante Paulo Gustavo, aos 42 anos, vítima da covid-19  

Artista estava internado desde 13 de março em um hospital do Rio de Janeiro

Morre o ator e comediante Paulo Gustavo, aos 42 anos, vítima da covid-19   Kiko Cabral / Divulgação/Divulgação
Paulo Gustavo se destacou no teatro, na TV e no cinema Foto: Kiko Cabral / Divulgação / Divulgação
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O ator e humorista Paulo Gustavo morreu aos 42 anos nesta terça-feira (4) em decorrência de complicações da covid-19. Ele estava internado desde o dia 13 de março em um hospital na zona sul do Rio de Janeiro.

Ao longo de toda sua internação, ele teve um quadro clínico instável: ora apresentava melhora, ora apresentava piora. Ele foi entubado em 22 de março. Diante do agravamento de sua condição, os médicos apostaram em uma terapia por ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), uma espécie de pulmão artificial. A técnica é usada em pacientes cujo pulmão se torna incapaz de absorver oxigênio. Dias depois, ele foi submetido a transfusões de sangue e a uma toracoscopia, um tipo de endoscopia utilizada para observar a região pleural (o espaço entre as camadas da membrana que reveste os pulmões).

Nas últimas semanas, o ator havia apresentado uma melhora, chegando a acordar e interagir com o marido, Thales Bretas, no último domingo (2). No entanto, boletim médico divulgado na segunda-feira (3) indicava uma nova piora e o agravamento do quadro.  Exames demonstraram ter havido embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa. Um novo boletim médico, divulgado ainda nesta terça, informou que o estado do ator deteriorou rapidamente após a embolia e que o quadro era irreversível. No entanto, Paulo Gustavo mantinha os sinais vitais.

Nascido em 30 de outubro de 1978, Paulo Gustavo conquistou notoriedade ao interpretar Dona Hermínia Amaral no monólogo Minha Mãe é Uma Peça. O trabalho lhe rendeu uma indicação de melhor ator no Prêmio Shell em 2006 e outra de melhor teatro de comédia no Prêmio Qualidade Brasil no ano seguinte. O sucesso foi tão grande que a obra foi adaptada para a telona, tornando-se o filme nacional mais assistido no Brasil em 2013, com um total de 4.600.145 espectadores.

Paulo Gustavo conquistou o público com a personagem Dona Hermínia, de "Minha Mãe é Uma Peça"Foto:

Devido à recepção do público, Minha Mãe é Uma Peça ganhou outras duas sequências para os cinemas, uma em 2016 e outra em 2019. Ambas bateram o recorde de bilheteria para produções nacionais, rendendo R$ 124 milhões e R$ 143,8 milhões, respectivamente. Os três longas da franquia são protagonizados e roteirizados por Paulo Gustavo. O monólogo original também acabou virando um livro em 2015, lançado sob o selo pela editora Objetiva.

Outro trabalho aclamado pelo público é o programa humorístico 220 Volts (2011-2016), onde o artista interpretava diversos personagens em situações inusitadas ou constrangedoras. Em 2020, a Globo produziu e exibiu um episódio especial para o final de ano, contando com a participação especial de Marcus Majella. Além de ator e humorista, Paulo Gustavo construiu carreira como apresentador ao comandar a cerimônia do Prêmio Multishow de Música Brasileira de 2012 a 2015 e de 2019 a 2020.

Paulo Gustavo deixa o marido, Thales Bretas, e seus filhos de um ano, Romeu e Gael. Os meninos foram gerados a partir de barrigas de aluguel diferentes.

Em 9 de janeiro de 2020, Paulo Gustavo concedeu entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Confira na íntegra a seguir:


 
 
 
 
 
 
 
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