Michele Vaz Pradella: Nem tudo é ficção em "Nos Tempos do Imperador" - Entretenimento

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Noveleiros28/08/2021 | 10h00Atualizada em 28/08/2021 | 10h00

Michele Vaz Pradella: Nem tudo é ficção em "Nos Tempos do Imperador"

Os autores Thereza Falcão e Alessandro Marson misturam um pouco do que realmente aconteceu com situações inventadas

Michele Vaz Pradella: Nem tudo é ficção em "Nos Tempos do Imperador" Paulo Belote / TV Globo/Divulgação/TV Globo/Divulgação
Dom Pedro II foi, realmente, um homem à frente de seu tempo Foto: Paulo Belote / TV Globo/Divulgação / TV Globo/Divulgação

Dom Pedro II era abolicionista? A imperatriz Teresa Cristina costumava cantar ópera? A Pequena África realmente existiu? Quem acompanha Nos Tempos do Imperador deve estar em dúvida sobre o que são fatos históricos e o que é ficção na trama. 

Os autores Thereza Falcão e Alessandro Marson misturam um pouco do que realmente aconteceu com situações inventadas, assim como fizeram em Novo Mundo (2017).

Paixão real

Se há algo de muito verdadeiro na novela das seis, é a paixão entre Pedro (Selton Mello) e Luísa (Mariana Ximenes). O imperador teve algumas amantes, mas não tantas quanto seu pai. A Condessa de Barral foi a mulher mais marcante na vida do monarca, tanto que ambos consideravam terem um “encontro de almas”, como foi escrito nas cartas que trocaram durante anos.

Além disso, Dom Pedro II considerava a escravidão uma vergonha nacional. Mas, para não desagradar aos poderosos da época, o imperador devolveu os direitos dos cativos aos poucos. Primeiro, com a proibição do tráfico negreiro. Em seguida, concedeu liberdade às pessoas com mais de 60 anos e às crianças nascidas após 1871. 

Dom Olu (Rogério Brito), nos tempos do imperador<!-- NICAID(14873031) -->
Dom Olu é o rei da Pequena ÁfricaFoto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação

A Pequena África retratada na novela realmente existiu, localizada na região portuária do Rio de Janeiro. Dom Olu (Rogério Brito) é fictício, mas representa a resistência do povo negro em um período vergonhoso da nossa História. Os horrores da escravidão, infelizmente, não são coisa de novela.

 
 
 
 
 
 
 
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